Numa terna suavidadede bailarina,
em que a música ecoava,
numa sonoridade divina
e entrava pelos ouvidos dentro,
vibrou seu peito.
Seus pés desnudados
pisaram a terra vida,
num perfume que enfeitiçava
e a natureza perfumava,
em seu pés percorria,
todo o corpo de mulher,
e as veias de sangue enchia
esse corpo de mulher
traçado pelas mãos de Deus
que perfeito o fez.
E o perpetuou,
para todo o sempre
e de outra mulher feito ventre
entre gritos e gemidos,
na perfeição de o "SER"
Isabel Cabral
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