E o menino pobreo brinquedo não teve,
com ele sonhou,
e um improvisou.
Nas mãos de outros meninos
o seu inventou.
De madeira o esculpiu,
com seus deditos pequenos.
Não era esse que ele queria,
mas só esse pôde ter,
de passo em passo,
de sonho em sonho,
o seu sonho realizaria
e o seu brinquedo de madeira
se transformaria,
e teria um brinquedo a sério.
Igual aos brinquedos
dos outros meninos.
Isabel Cabral