
As "estórias" do "Era uma vez"....
das princesas e dos princípes, dos duendes e dos mágicos, das bruxas e das fadas, nem sempre
acabam bem.
Nos nossos tempos de criança teriam sempre um final feliz, mas as "estórias" tornaram-se realidade, e a realidade de hoje é bem diferente da dos livros cor-de-rosa.
As princesas já não são iguais às princesas dos livros de encantar que à noite nos faziam sonhar até adormecer, e alguém com uma mão carinhosa nos passava a mão pela cabeça até adormecermos e voarmos para o mundo da fantasia como nas histórias de Peter Pan.
Mitológicos duendes e mágicos já não existem, em bruxas, não acredito.
Fadas, ainda existem, na nossa imaginação e até nas nossas mãos, na magia que existe em cada um de nós, na estrela que brilha dentro de nós, e que transpomos cá para fora de quando em vez.
Pode ser qualquer um, desde que viva em sintonia com o mundo que nos dias de hoje passa à nossa frente, que consiga voar, e chegar com a varinha mágica e ajudar alguém. Chegar a uma nuvem, falar com o vento.
No poema sobre a palavra que escrevi em tempos, referi a força da palavra, e aqui reafirmo essa força.
Mas descobri que existem palavras doentes, palavras sujas como já o tinha dito no tal poema, e essas palavras, precisam ser limpas, para não contaminarem outras palavras, que todos os dias nos bombardeiam por todo o lado.
E se o mar e o céu continuarem azuis.
E se as flores continuarem coloridas e cheirosas com um perfume que me embriague.
E se o vento me sussurrar de mansinho ao ouvido poemas de amor, então voltarei a acreditar nas "estórias" dos princípes e das princesas, nas "estórias" de encantar.
Então continuarei a acreditar no"ERA UMA VEZ"....... nos princípes e nas princesas, nas fadas e nos duendes!!!!
E CONTINUAREI A SONHAR À NOITE COM O PETER PAN , com a sininho e todos os meninos que um dia voaram para o mundo da fantasia, para a Terra do Nunca.
Isabel Cabral