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quarta-feira, 3 de dezembro de 2008

Menino pobre



Deixemos a magia
descer neste Natal,
e senti-la em especial.
Acreditar em algo, num ritual.

É só acreditar num menino
que nasceu numa manjedoura,
numa terra bem longínqua.

Dormem as crianças
e sonham com histórias,
com as pessoas que amas.
Histórias vindas do pólo
de onde sai um trenó
de onde vem o Pai Natal,
numa missão especial.
Com as renas se apressou,
e na chaminé desceu,
era quase meia-noite,
e o menino junto ao seu cobertor
nele se encostou
e também ao Menino rezou.

Esperava expectante,
um som que o alertasse,
para a chegada já anunciada.

A neve lá fora caía,
o frio os ossos enregelava,
mas o coração estava quente,
lá longe trabalhava um duende,
para deixar o menino contente.

E o Pai Natal a volta ao mundo dava,
para alegrar cada criança,
no seu mundo de esperança,
e levar a cada criança um presente.

As mesmas reacções,
as mesmas sensações,
de um Natal
que é de todos nós
e o sonho tornar-se-á real,
se acreditarmos,
que o Natal está dentro de nós.

Isabel Cabral
NOTA:
Neste mês decidi que só publicaria essencialmente contos alusivos ao Natal, quer em poema quer em texto, salvo alguma excepção.
Esta quadra é de todos, mas essencialmente das crianças, por isso esta minha opção, "AS CRIANÇAS"