A flor caiu, como um sorriso gasto,
no chão que se pisava.
E onde era luz e vida
(perfume, sorriso, cor,
talvez brinquedo-menino
de menino sem brinquedos),
era apenas triste sombra,
negra e triste, enegrecida.
E não, ninguém deu por isso
ninguém mesmo reparou
que, no chão que se pisava,
no negro da triste sombra,
caíra, triste, uma flor
(perfume, sorriso, cor,
talvez brinquedo-menino
de menino sem brinquedos).
Ninguém deu porque no chão
caíra, triste, uma flor,
-uma flor que alguém pisou.
Apenas um poeta reparou.
MC