Uns versinhos já te fiz,
Um poema vou fazer.
O tempo passou.
Menina já não és,
Mulher também não.
De mulher tens a aparência
De menina a inocência.
Teus olhos são de menina.
Teu corpo de mulherzinha.
És pureza, ingenuidade,
Mariana
Mulher-menina
A menina pede colo,
A mulher já não o quer.
A mulher começa agora
A voar.
E nesse voo de sonhar
De ave colorida,
Deixa-me, amor, partilhar,
Contigo poder voar.
A vida vai prosseguir,
Mariana,
Mulher-menina.
Esse caminho contigo,
Quero fazer.
Até Deus querer
E enquanto me deixares.
De mãos dadas
Partilharemos
O mar, o campo, as flores.
E nas asas da ave colorida
Voaremos as duas,
Em sonhar
Pelo infinito
Isabel Cabral
Natal 2005
Este poema foi feito para a minha filha Mariana, em plena adolescência, com ele quis transmitir-lhe o quanto estava solidária com ela na caminhada difícil, por vezes que é a adolescência, porque eu também já fui adolescente!!!