quis tocar as nuvens, e o céu
com o corpo me balancei
e com os pés lá cheguei.
Senti-me elástica e forte
ninguém me derrubaria
nem sequer a ventania
que na pele eu sentia.
As cordas eram velhas, desfeitas
mas agarravam meu corpo com firmeza
e nunca me deixariam cair
porque eu só queria subir,
e ver coisas nunca vistas
encontrar os meus sorrisos perdidos,
numa terra encantada
há muito já desfeita
mas que sempre desfrutaria
na saudade e na lembrança
da doçura de um beijo.
Isabel Cabral