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sábado, 19 de abril de 2008

Um barco de cortiça...

Mar de Peniche (as minhas fotografias)

Como o homem seria desgraçado

se não tivesse o dom maravilhoso de imaginar, de fantasiar, de sonhar!

Miguel Torga

Com o devido respeito, ao meu pai, espero que não fique zangado comigo, vou publicar

mais um poema do livro "barco de cortiça"

Ah! meu menino-poeta, meu amigo,

o sonho mais não pede do que amor

e um sonho pede sempre um outro sonho...

Repara como é lindo: à nossa volta

há malmequeres,

há estrelas,

barcos,

velas,

há tanto que brincar nos nossos olhos!

Anda, não fiques triste...

Podemos procurar uma cortiça

e ter um barco como nós quisermos!

Pomos-lhe um leme azul, feito de conhas

e, no mastro, como vela,

as asas de uma gaivota!

Depois, será o longe,

o nosso mar,

aonde iremos, pela luz dos astros,

bebendo na distância,

o mais-sonhar...

Anda, não fiques triste...

Vamos daí, no rumo das estrelas

_ e vamos os dois brincar!

MARIANO CALADO