Um vento levena cara me tocou,
e de mansinho me levou.
Como se algo me quisesse dizer,
anda, anda, prá frente,
segue por esse caminho,
mas eu tive medo,
lá longe,
uma escuridão,
num grande turbilhão,
senti um forte arrepio
pela espinha abaixo
muito frio, muito fumo.
Tudo era negro, gelado.
Hesitei e vi,
algo, parecido com o futuro.
Bateu mais forte o meu coração.
Onde estava? que lugar era aquele?
_Aquele não era certamente
o mundo onde nasci, onde cresci.
Onde estavam as árvores
com os seus frutos,
e os seus deliciosos sabores.
Onde estavam as flores,
com os seus perfumes, suas cores,
e seus cheiros, presenteiros.
Era tudo tão escuro, tão cinzento,
que eu estremeci,
só queria regressar,
continuar a andar
por esse mundo fora.
Voltar a plantar,
as árvores, as flores...
Queria voltar a sentir o vento
a tocar-me na cara de mansinho
a abanar deliciosamente
as verdes folhas.
Ver uma borboleta pousar,
e depois voltar a voar.
Ver meninos sorrir,
com suas brincadeiras,
correr e saltar,
empurrados pelo vento, tão gostoso,
pegar numa flor tão cheirosa,
uma colorida borboleta.
Por isto quero continuar a lutar.
Plantarei mais árvores,
povoarei os campos de flores
Mas, chegarei a tempo???
Todos diremos presente,
e vamos conhecer de novo este planeta
que se está a transformar
mas para isso todos temos
que ajudar, a construir um mundo novo,
onde todos possamos,
continuar a respirar.
A BRINCAR E A SORRIR....
Isabel Cabral