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terça-feira, 22 de março de 2011

AS CORES DA VIDA

AS CORES DA VIDA
Olha para mim
eu não quero
que seja assim
não quero viver assim
lá fora o mundo gira
o sol brilha pra mim
a lua também sorri

Há gente a cair
o mar já não é tão azul
a terra treme de dor
há bombas a cair

olha para mim
eu não quero
que seja assim
não quero viver assim
lá fora o mundo gira
o sol brilha pra mim
a lua também sorri

os dias a fugir
as crianças
já não podem brincar
num jardim a florir

a Primavera
já não tem papoilas vermelhas
como dantes
nos campos a florir
tem fumos no ar
constantemente a poluir

olha para mim
eu não quero
que seja assim
não quero viver assim
lá fora o mundo gira
o sol brilha para mim
a lua também sorri

há quem desista da vida
desista de lutar
deixar de sorrir
cerrar os olhos e fugir

eu não quero morrer assim

olha para mim
eu não quero que seja assim
não quero viver assim
lá fora o mundo gira
o sol brilha pra mim
a lua também sorri

eu quero ver uma criança
a correr, a sorrir
um jovem a viver
a força a brutar
em cada dia
todos os dias lutar
não quero ver
um velho num sofá
à espera, NÃO
mas sim continuar
a viver até à hora de partir

olha para mim
eu não quero
que seja assim
não quero viver assim
lá fora o mundo gira
o sol brilha para mim
a lua também sorri

mas nós queremos
continuar a lutar
a alcançar a palavra
ver gente a sorrir
e para a frente olhar
e continuar

olha para mim
eu não quero
que seja assim
não quero viver assim
lá fora o mundo gira
o sol brilha para mim
a lua também sorri!!!

Este poema foi feito e dedicado ao Patrick quando partiu, embora eu não o conhecesse pessoalmente, mas emocionei-me como mulher e especialmente como mãe, e as palavras foram surgindo.
PARA TI PATRICK, e para todos os Patricks deste Mundo1!!!!


Isabel Cabral

terça-feira, 17 de março de 2009

Vida

A vida gira à volta de um cordão umbilical. À tona flutuamos e construímos uma vida, na corda fazendo malabarismos.

Que se resumem a dois importantes dias, o dia em que chegamos e damos o primeiro gemido de alegria, e nos tornamos um Ser emancipado, livre. Cortamos a corda e voamos.


No outro, damos o último gemido de dor, cortamos a corda e partimos.



Isabel Cabral