domingo, 11 de janeiro de 2009

Mães-Filhos

AMOR


Num breve momento
Derramei uma última lágrima,
que se misturou no oceano,
e não distingui onde ela acabava
e o oceano começava.

Eram sentimentos misturados
entre a raiva e o amor
que vinham do sofrimento e da dor

Na cara da criança or chorei.
Na mãe que o filho perdeu enlouqueci.
Se eu pudesse compreender,
o porquê de tanta dor
o desgaste insuportável de um Ser
que ao nascer só queria
que o deixassem viver.

Isabel Cabral


quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Apenas um sorriso

Na alvorada,
de um novo dia
amanheci,
e foi aí que percebi
o quanto cresci.


Com todo o mundo
me envolvi,
e nesse envolvimento
tanto eu aprendi.


Olhei bem no fundo,
e num profundo
e maravilhoso encantamento
para todos sorri.


E foi nesse sorriso,
que tudo começou,
no sorriso senti afecto,

e a mão se desdobrou,
como se fosse um anjo,
como se fosse uma estrela,
e como anjo voei,
e como estrela brilhei.

Mas não era um anjo,
mas não era uma estrela,
era um simples mortal,

que no fundo só queria afinal
andar e ir bem longe.

E foi esse sorriso,
que me levou em frente
e com o mundo partilhei
mas com o mundo
também chorei
a dor de toda a gente
que na pele sente
o sofrimento,

mas que também

consegue sorrir.


Isabel Cabral



segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Bom Dia

BOM DIA!!!!

Quero rever-me todos os dias no sorriso destas crianças, para que todas as crianças do mundo também possam sorrir um dia assim, e ver o SOL brilhar todos os dias ao acordar, porque todos têem esse direito e nós temos esse dever para com eles.

Deixemos as crianças brincar, deixemos as crianças sorrir, deixemos as crianças crescer.

DEIXEMOS AS CRIANÇAS VIVER!
Isabel Cabral

A guerra


Uma bomba caiu,
sem dó, nem piedade
vinda sabe-se lá de onde
O céu escureceu,
num inferno,
a terra se transformou
engolida por chamas, fumo.


Quem atingiu
sempre o inocente
que em sangue se esvaiu,
até chegar a inevitável morte
que há muito alguém anunciou.


E entre gritos e lágrimas,
por tantas mães choradas,
a guerra continua,
dura, implacável
ninguém um final.

E destrói e fere e mata
O céu que era azul
se torna cinzento, abominável,
e acontece o inevitável
o sabor da dor, do final
onde deveria haver Amor.

Mas essa palavra é desconhecida
anda algures perdida
nas mãos dos "Senhores da Guerra"
que se sentem predadores.

Brincar com tanto sofrimento,
a brutal crueldade
perdida nas mãos
de alguns que querem
para si o mundo,
mas quando o tiverem
de que lhes serve,
se ele já foi destruído, engolido.

Mas antes de o terem
quantas vidas perdidas
quantas crianças,
do seu mundo arrebatadas
onde o Sol já não vêem nascer,
somente uma bala a correr,
para tudo lhes tirar.

Crianças sem terra
sem casa, sem ninguém,
só uma coisa lhes fica,
a dor de não mais conseguir viver.

Nos escombros se abrigam,
se escondem,
se encobrem do frio.
Na esperança de um dia,
ver o Sol nascer outra vez!


Isabel Cabral


Não quereria começar o ano com tanto pessimismo, mas ninguém pode ficar indiferente a guerras, onde morre gente, sobretudo inocentes.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Comentário aos comentários

Para não escrever no fim da postagem "Flores" porque provavelmente não seria visível resolvi escrever uma pequena nota sobre os vossos comentários à postagem sobre as mesmas, porque achei super interessantes as vossas opiniões.

Engraçado, porque quando olhei para uma flor que estava à minha frente olhei para a sua beleza, para a sua leveza, que não deixa ninguém indiferente.

Pensei logo no planeta, e na parte ecológica da questão, se uma flor desaparece do planeta, uma planta, assim como a água, a preciosa água é um pouco do planeta que morre também, e o como nós temos que o preservar.

No entanto comecei a escrever, e como não olho, as palavras saem rapidamente, e o resultado final foi outro, com outro contexto bem diferente.

Quando um artista plástico faz uma pintura cada um vê à sua maneira e todos vemos coisas diferentes e com as palavras é o mesmo.

Acabei por escrever um pouco, o quanto a flor durante a sua curta vida (algumas) acaba por partilhar com o Ser Humano tantos actos importantes da vida.

E logo saíram uns comentários muito interessantes e eu apercebi-me que tinha escrito uma coisa bem diferente daquilo que estava a pensar e vocês fizeram comentários quase filosóficos a meia dúzia de simples palavras o que me agradou muito.

De qualquer forma de uma maneira ou de outra:

OLHEMOS PARA AS FLORES E PARA A SUA BELEZA SEMPRE COM UM CARINHO ESPECIAL, ELAS FAZEM PARTE DO NOSSO PLANETA AZUL.
Isabel Cabral

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

As flores


Das férteis terras já
Lavradas
As sementes, flores foram
Cultivadas
Eram ímpares, sem igual
Coloridas
De mágicas viriam como as
Fadas
As belas noivas
Enfeitadas
A mulher com suas esguias mãos
Perfumadas
No branco altar à virgem foram
Ofertadas
Num caixão de alguém foram
Colocadas
Nos olhos das crianças foram
Admiradas
Nas mãos do escultor foram
Talhadas
Porque no céu foram
Pintadas
Pelas mãos de Deus foram
Desenhadas
E por Ele nos foram dadas.
E à terra foram
Devolvidas

Isabel Cabral

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Feliz Ano Novo





CHEGUEI, ACABEI DE NASCER!!!!



FELIZ 2009 para todos os meus amigos

Isabel