sábado, 25 de setembro de 2010

Um dia, um sonho



"Quantos sonhos eu gostaria de arrumar direitinhos no meu mundo real, mas muitas vezes penso que nunca passarão de sonhos simplesmente que ficarão para sempre nas minhas memórias, ou arrumados numa gaveta,ou escritos numa folha de papel então já amarrotada e amarela consumida pelo tempo"

Isabel Cabral




Isabel Cabral



quinta-feira, 16 de setembro de 2010

VIDA



"A vida é uma peça de teatro que não permite ensaios ... Por isso canta, dança, pula, ri, chora, vive intensamente cada minuto da tua vida ... Antes que a cortina se feche ... e a peça termine sem aplausos."


O autor penso que é Charlie Chaplin

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

UM CHÁ RECONFORTANTE


Recebi há uns dias atrás um convite da minha amiga de longe "Ematejoca", um convite para um chá que aceitei de imediato, só não coloquei logo porque disse que o faria depois.
Ontem recebo um outro convite do Raul, meu amigo desde as primeiras horas de blogosfera, amigos fiéis aos quais não posso negar convites destes que me dão tanto prazer, até porque um cházinho cai sempre bem, à volta duma mesa com amigos numa amena cavaqueira, pena que não possa ser real, mas um dia estou certa acontecerá com alguns de nós.
E cumprindo as regras que são:
1. Referir quem ofereceu o selo
Teresa do "Ematejoca Azul" e Raul Martins de "Por Um Mundo Melhor"
2. Qual o teu chá preferido.
Sou apreciadora de chá (gosto de muitos)
3. Quantas colheres de açucar costumas usar?
Não costumo utilisar muito açucar, mas o chá tem que ser bem temperado
4. Passar o selo a seis pessoas.
Que serão:
Olhai os lírios do Campo
Pinceladas por David
Licas Ontem e Hoje
Zimbórios
Blue Velvet
Klic Tossan
Mas como os amigos virtuais não ficam por aqui, seriam muitos mais, estarão sempre comvidados para um chá, ou para um café quando quiserem.

sábado, 21 de agosto de 2010

PALAVRAS

"A ESCRITA PARA MIM É O MEU DESABAFO CONTIDO, É O MEU GRITO SILENCIOSO"

quarta-feira, 21 de julho de 2010

CONTIGO FIZ UMA CANÇÃO


CONTIGO FIZ UMA CANÇÃO
Entre passado, presente
e futuro,
peguei na tua mão,
corremos, trocámos palavras
brincámos,
chorámos e rimos.

CONTIGO FIZ UMA CANÇÃO
Das memórias, guardámos
frutos, todos juntos
que pelos caminhos da vida
deram outros frutos
que vieram de todos nós

CONTIGO FIZ UMA CANÇÃO
Por vezes os dias
nascem escuros, cinzentos,
mas o sol está sempre lá
à nossa espera
basta abrir uma janela
e deixá-lo entrar
mas por vezes
é preciso esperar.

CONTIGO FIZ UMA CANÇÃO
Nas águas do mar
espelhei meus olhos
para poder olhar
no azul
com as ondas, as estrelas
do mar
os cavalos marinhos
os búzios e os corais

CONTIGO FIZ UMA CANÇÃO
Numa outra canção
já mais distante
casei a chuva com o sol
e nasceu um arco-íris
pleno de cores
multicolores
que nos fizeram sorrir
e com esse sorriso
transparente, limpído
puro
seguimos de mãos dadas
o caminho
e assim espalhámos
por aí outros sorrisos
iguais aos nossos.

CONTIGO FIZ UMA CANÇÃO

Isabel Cabral

quarta-feira, 23 de junho de 2010

SENTADA NA AREIA

Hoje mais uma vez caminhei

e me sentei na areia
olhei para a linha do horizonte
aquela linha tão ténue
entre os azuis do céu e o mar
gostaria de lá chegar
e a ultrapassar
descobrir o que existia do outro lado
daquele horizonte misterioso.

Entre as mãos segurei na areia
que velozmente me escorregava
por entre os dedos
e era tão fina, tão fina
que conseguia identificar naqueles
finos grãos, búzios e conchas brilhantes
que eu não conseguia perceber
de onde vinham.

A água a correr, as ondas a bater
o vento na cara a sussurrar-me
canções celestiais
numa tamanha perfeição
que só era mesmo sentida
dentro do meu coração.


E então fechava os olhos
e naquele silêncio
eu podia ouvir, olhar e sentir
tudo o que se encontrava
à minha volta
que só podia ter sentido
criado por alguém muito especial
alguém divino
para me deixar ver
escutar e sentir
tanta beleza à minha volta.

O significado de coisas que parecem
não ter importância,
mas são essas coisas simples
maravilhosas e deslumbrantes
que descobrimos nesses momentos
que são só nossos
de silêncios, que nos fazem pensar
que não estamos sós.

Ao cair da noite, ainda sentada
na areia
lá longe no horizonte
uma estrela apareceu
e me vem fazer companhia,
ela brilhava, cintilava
e com ela segui
até que adormeci serena
deitada na fina areia
até amanhecer num novo dia.

Isabel Cabral

quarta-feira, 16 de junho de 2010

JANELA

Da janela deste quarto
vejo o mar
aquele mar salgado
que eu sei amar
igual às lágrimas
que me entopem
os olhos neste momento,
a garganta apertada
com um nó que não passa,
e eu não queria chorar.

A força que eu lhe queria dar
mas a minha fragilidade é tanta
que alguém tem que a mim
também a dar,
mas neste momento
estou só, neste quarto entorpecido,
apetece-me gritar, fugir,
voar para longe,
e ficar nesta cadeira à espera
neste quarto gelado,
com falta de calor humano,
fiquei sozinha,
nestas longas horas de espera
sem saber o que esperar,
a sua volta, única certeza,
para de novo sentir calor,
dar calor.

O sol desapareceu, lá fora
as pessoas que há pouco
enchiam a praia afastam-se
neste fim de dia,
o mar há horas azul,
está agora cinzento, escuro, triste
a noite aproxima-se,
e eu estou só,
alguém lá fora está
como eu olhando o mar,
esperando como eu,
um outro alguém
as horas longas que parecem
não querer passar,
mas eu fico à espera,
olhando o mar,
mesmo que fique só!!!

Isabel Cabral
07-07-2010