quinta-feira, 27 de outubro de 2011
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
terça-feira, 27 de setembro de 2011
VEM DE MANSINHO
Já nada me restanuma bruma suave
o vento bate-me na cara
e murmura-me ao ouvido
como o mar faz com a areia
em caricias profundas,
vem de mansinho
como se me quisesse dizer algo
algo importante
aquilo que eu não quero ouvir
Dá-me um sinal para partir
entre o azul do mar
e o azul do céu
estou eu a pairar
sem nada já para dar
onde outrora havia amor
existe um vazio e muita dor.
Queria fugir
mas algo me está a impedir
palavras, palavras
uma viola na mão, uma canção
cantada num sussurro
bem de mansinho.
E eu só preciso do sol
e de um sorriso
como outrora,
com olhos de menina
ele é puro
tão simples
mas ninguém entende.
Isabel Cabral
Etiquetas:
Sentimentos
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
PALAVRAS NO SILÊNCIO
Enquanto o som
das minhas palavras
ferirem ouvidos
enquanto as minhas palavras
incomodarem alguém
enquanto as minhas palavras
voarem ao vento
enquanto tiver que me calar
porque ninguém me quer ouvir
enquanto me sentir viva
parecendo morta
enquanto tiver energia
parecendo fraca
enquanto as minhas palavras
continuarem surdas
enquanto tiver que gritar
para ser ouvida
terei que calar
mas não me impedirão
de pensar, de escrever.
Isabel Cabral
Etiquetas:
palavras
terça-feira, 14 de junho de 2011
ATENÇÃO
A quem passar por aqui pelo SLETRAS, gostaria de comunicar que não consigo publicar há pelo menos dois meses, escrevo no meu computador e tenho que ir publicar a outro.De início pensei ser problema do google, ou no blogger quando fazem as manutenções, mas não, para ser problema deles acho que estaria já resolvido, pois há dois anos aconteceu-me um caso estranho não de não publicar, publicava mas saía tudo distorcido até chorava mas ao fim de uns dias tudo se regularizou.
Agora não sei como foram postos programas de trabalho ocasionalmente neste computador pode ter ficado algo bloqueado o que me chateia mas não consigo detectar e é aqui onde escrevo que tenho tudo o que preciso para o SLETRAS, vou entrar em contacto com o nosso programador para ver se ele me resolve alguma coisa.
IREI PUBLICAR OU HOJE OU AMANHÃ UM POEMA DA MESMA FORMA, MAS É MUITO CANSATIVO FAZÊ-LO DESTA MANEIRA.
Aos amigos fica o alerta e um obrigada mas achei que deveria dizer algo, pois comecei a escrever de novo, não tanto, mas vou escrevendo mas assim......!!!!
Isabel Cabral
segunda-feira, 13 de junho de 2011
TODOS DIFERENTES
TODOS DIFERENTES
Das tuas mãos pequeninas
desenhos coloridos
sairam
com tanta perfeição
que me deu inspiração
para escrever palavras
sentidas,
como os teus desenhos
porque numa diferença
sem diferença
em que todos somos iguais
em que todos somos diferentes
queremos tocar o sol
pegar as estrelas
e nas nossas mãos
poder apertá-las
e não mais largá-las
alcançar o sol e as estrelas
e com elas brincar
porque todos somos iguais
porque todos somos diferentes
porque um dia
todos fomos crianças
Isabel Cabral
Das tuas mãos pequeninasdesenhos coloridos
sairam
com tanta perfeição
que me deu inspiração
para escrever palavras
sentidas,
como os teus desenhos
porque numa diferença
sem diferença
em que todos somos iguais
em que todos somos diferentes
queremos tocar o sol
pegar as estrelas
e nas nossas mãos
poder apertá-las
e não mais largá-las
alcançar o sol e as estrelas
e com elas brincar
porque todos somos iguais
porque todos somos diferentes
porque um dia
todos fomos crianças
Isabel Cabral
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diferentes/iguais
terça-feira, 24 de maio de 2011
NINGUÉM
NINGUÉM
Eu sou de toda a gente
e não sou de ninguém
a vida é uma panóplia
de vidas juntas
nas quais nos encontramos
deciframos, contestamos
ficamos em silêncio
entendemos, percebemos
somos bonecos, pessoas
estendemos as mãos
mas só uma não nos pede
nada em troca
amigos quem os tem?
eu sou de toda a gente
e não sou de ninguém
sentimentos profundos
que nos anulam
nos fazem viver
nos outros
e em nós quem vive?
paixão, desolação
verdade, mentira
focada, desfocada
em cada dia
uma vida que rola
que caminha
lentamente, depressa
eu sou de toda a gente
e não sou de ninguém
Isabel Cabral
Eu sou de toda a gentee não sou de ninguém
a vida é uma panóplia
de vidas juntas
nas quais nos encontramos
deciframos, contestamos
ficamos em silêncio
entendemos, percebemos
somos bonecos, pessoas
estendemos as mãos
mas só uma não nos pede
nada em troca
amigos quem os tem?
eu sou de toda a gente
e não sou de ninguém
sentimentos profundos
que nos anulam
nos fazem viver
nos outros
e em nós quem vive?
paixão, desolação
verdade, mentira
focada, desfocada
em cada dia
uma vida que rola
que caminha
lentamente, depressa
eu sou de toda a gente
e não sou de ninguém
Isabel Cabral
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MÃOS
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