terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

O palco da vida

O pano subiu,
e o artista representou
na sua vida um papel,
como no Carnaval
que acabou.

O público aplaudiu,
horas de improviso,
de uma cena.

A realidade deu lugar
à doce fantasia,
a magia pairava no ar.

Puseram-se máscaras
Vestiram-se corpos,
de cores coloridas.

Mas quando a máscara
caiu, depois das cenas,
altera-se a vida.

Num outro momento,
em que somos,
aquilo que somos,
e o que não somos,
e não outros.

A festa acabou,
o pano desceu,
o público aplaudiu,
amanhã seremos,
de novo nós mesmos.

Isabel Cabral

18 comentários:

Gilbamar disse...

Seu lindo poema bem diz sobre quão é pueril o carnaval, como rapidamente vem e do mesmo modo se vai.

Fraterno abraço do amigo Gilbamar.

contracena disse...

Cara Isabel, só há pouco tempo é que consegui comentar a EMA. Esta tarde tentei muitas vezes, mas não dava. "Mail"??? Será que, mesmo sem dar por isso, enviei um "mail"???
O meu "contracenar" também não está bom. Acedo-lhe e não aparecem as publicações, apenas a cor base. Penso que deve ter a ver com a própria "net", talvez devido a estes dias de férias - mais "navegadores".

Gostei do seu poema, onde contracena com a vida real. Não representa "em contracena", apesar das cenas representadas "em contracena" também serem reais.

Um abraço.

BC disse...

Obrigada Fátima pelo seu comentário.
Acho que o problema é mesmo da Internet, eu vou do portátil, para os fixos e não consigo deixar comentários.
Alguns passsam outros não.
Alguma coisa se passa, eu pensei que era dos meus computadoreS mas provavelmente há por aí outro problema, se continuar amanhã já ligo para os assistentes a comunicar.
Abraço
Isabel

Para a EMA anda não consegui, estava á espera que a Teresa me dissesse alguma coisa.

FERNANDA & POEMAS disse...

QUERIDA ISABEL, MARAVILHOSO POEMA... É VERDADE AMANHÃ COMEÇA OUTRO DIA... SUBLIMES PALAVRAS AMIGA... UM ABRAÇO DE CARINHO E TERNURA,
FERNANDINHA

MAIKATZE disse...

Isabel, eu também não sei, o que se está a passar. Entretanto mudei os comentários para fixos.
Que lindo o bonequinho para a Ema. Quero levar para o blogue dela, mas não consigo, está preso.

O azul desta imagem encanta-me. O poema diz-nos de um Carnaval que acabou... mas acabou mesmo? Vamos ser nós mesmos depois do Carnaval?

Boa noite, Isabel, suspeito, que vou adoecer!

MAIKATZE disse...

Isabel, eu também não sei, o que se está a passar. Entretanto mudei os comentários para fixos.
Que lindo o bonequinho para a Ema. Quero levar para o blogue dela, mas não consigo, está preso.

O azul desta imagem encanta-me. O poema diz-nos de um Carnaval que acabou... mas acabou mesmo? Vamos ser nós mesmos depois do Carnaval?

Boa noite, Isabel, suspeito, que vou adoecer!

Sônia Brandão disse...

Bom poder voltar a ser nós mesmos quando a festa acaba. Triste ver aqueles que nunca retiram as suas máscaras.

Um abraço.

Artista Maldito disse...

Olá Isabelita

Dou por mim a ler o poema e a interrogar-me sobre a natureza das máscaras, de como nos vamos transformando interiormente à medida que substituimos uma máscara pela outra. Muitas vezes a máscara revela mais do que esconde. Há sempre uma face dupla, a tristeza e a alegria.

Beijinhos
Isabel

Cotovia disse...

...há quem seja mais ele próprio no Carnaval:) Acontece.

Nilson Barcelli disse...

Pois... a realidade voltou depressa, mesmo antes que os ecos da festa se eclipsassem em cinzas...
Belo poema Isabel, gostei imenso.
Beijo (sem máscara... eheheh...)

Marta disse...

Um poema que nos faz reflectir - quem somos verdadeiramente?
Os mesmos de sempre - o bom senso sempre em 1º lugar...Porque há sempre tempo e espaço para tudo - basta saber separar...
Obrigada pela visita
Beijos e abraços
Marta

ematejoca disse...

Olá Isabel!
Sou dou uma espreitadela, pois estou muito constipada e com dores de garganta. A festa acabou... e agora tenho a conta a pagar!!!

Como já lhe disse há algum tempo não tenho acesso às minhas @-mails, por isso, não recebo nada daquilo que me manda.
Já perdi duas vezes o acesso à @-mail por escrever mal a palavra-chave, por isso decidi não querer mais nenhum.

Carne vale!

gaivota disse...

e no carnaval somos sempre mais um pouco nós mesmos... e sem máscaras!
já foi, agora é reentrar no dia a dia da vida que temos que levar e fazer!
beijinhossssssss

poematar disse...

Poema pleno de leveza e ritmo. Pena é, não coseguirmos despir completamente as máscaras. Tudo de bom.

Viviana disse...

Isabel,

Lindo e verdadeiro o seu poema.

Um beijo

viviana

Tentativas Poemáticas disse...

Querida amiga Isabel
Não comento o Carnaval. Passou-se lá fora e nem dei por ele.
A sua encenação está maravilhosa!
Hoje fui puxado para vir até aqui comentar, antes de me deitar. Embora esteja muito tempo ausente a Isabel está sempre presente na minha mente.
Beijinho muito grande.
António

Artista Maldito disse...

Olá Isabelita

Já chego aqui extenuada, mas não queria deixar-lhe o meu beijinho do costume.

Tenho de descansar e muito.

Isabel

Marta Vasil disse...

Isabel

Tira-se a máscara e vem um novo dia, ou põe-se a máscara e outro dia virá.
Acho que em qualquer momento todos já usámos uma máscara, para nos protegermos dos "olhares" dos outros.
Gostei muito, muito de ler esta reflexão.

Beijinhos e melhoras rápidas. (apercebi-me, num comentário, que anda adoentada)

MV