
Pulei, pulei,
quis apanhar uma estrela,
e lá pró céu olhei,
e me deslumbrei com tanta beleza,
tanta pureza, tanta leveza.
Eu sabia que era minha,
aquela que mais brilhava.
Um recado, toda a noite
me enviava
lá de cima,
e a lua me olhava
com um sorriso deslumbrante
e um bilhete me mandava,
escrito nas brancas nuvens,
e no céu azul, distante.
Recebi um papel,
tinha escritas mensagens
que eu há tanto ansiava,
lá nas minhas viagens
para sítios tão distantes.
Numa nave espacial
eu fui ver a lua, eu fui ver o sol,
queria chegar àquele espaço virtual
que mais parecia real.
Lá no mundo das estrelas,
que me davam seus recados.
E via também borboletas,
que voavam em círculos,
e as aves, todos juntos.
E, eu sonhava, sonhava
por onde andava!?
imaginação, sonho,
uma história, um conto.
Dormitava, acordava,
e aquilo se passava,
e se misturava.
No meu coração pulsava,
um desejo, uma vontade,
de chegar longe,
onde pudesse pegar
já cansada,
então a minha estrela!!!
Isabel Cabral
Poesia publicada em 2008





