segunda-feira, 28 de julho de 2008

Tribo de Afectos

"TRIBO DE AFECTOS" A uma "Tribo de Afectos"
um dia de braços abertos
vim parar.
Nas asas de uma gaivota,
cheguei a voar.
Mas a gaivota, voltou,
e nas suas asas,
me quis de volta levar.
As mãos vos estendi,
os braços vos dei.
As minhas palavras escrevi.
A minha amizade vos entreguei.
E, de sorriso em sorriso,
muita coisa conquistei,
os amigos que hoje são
e que nunca mais sairão
de dentro do meu coração.
Mas a sorrir, vou partir,
e a sorrrir vos quero deixar.
Porque das minhas palavras,
fiz as vossas palavras.
das vossas palavras fiz
as minhas palavras,
que ficarão sempre gravadas.
Tudo o que sinto são poemas,
que vos dei
numa inocência paridos
e do cinzento os pintei
com cores de arco-íris.
"Uns são fortes, outros não,
és somente uma palavra.
Os teus amigos são palavras
iguais a ti".
"Deixei um rasto,
gostoso, duradouro,
que nos faz sentir bem,
que nos faz sentir importantes.
São momentos.
São instantes.
Mas desses momentos,
desses instantes,
Fez-se "VIDA"!!!!!
- Obrigada Avó Pirueta, pela sua "Sabedoria", pelas suas estórias, pelas suas palavras, pela sua
amizade.
- Obrigada Teresa, ou melhor mãe Teresa, pela "Amizade", pela sensibilidade, e nunca diga que é fria, porque nos últimos tempos foi das pessoas mais sensíveis que conheci, e comprovo.
- Obrigada Raul, pela "Partilha", por teres sido dos primeiros a visitar "A Cidade dos Afectos",
e a seguir também na minha estrada de aguarelas e CARPE DIEM.
- Obrigada Fátima, pelas "Cumplicidades," pelas cores, pelo arco-íris, e por estas partidas.
- Obrigada renard, por seres "Menina", por seres mulher e não preciso dizer mais nada, isto é o mais importante, e diz tudo.
E agora se me permitem, não queria excluir ninguém, e neste voo existiram pessoas também muito importantes para mim, e que sempre tiveram uma palavra de solidariedade de amizade, de partilha.
- Obrigada, minha grande amiga Viviana, "Linda", as suas palavras foram bálsamo muitas vezes,
palavras que me fizeram chorar e me enterneceram.
-Obrigada Fadinha
-Obrigada Marta
-Obrigada Girafa
-Obrigada Storinha
-Obrigada Gaivota
-Obrigada Luna
-Obrigada F@
-Obrigada Joaninha
-Obrigada Pipocas
e, tantos outros, provavelmente esqueci alguém, e não queria, perdoem-me se aconteceu.
Só vos quero pedir para não se esquecerem de mim, ao menos uma palavra, não me deixem em silêncios, eu tenho-vos comigo.
OBRIGADA - BEIJOS E MUITOS MUITOS SORRISOS.........
Isabel -BC
Ah, e continuem a voar e a Cantare, comigo....
"Cantaré, Cantarei."...
Esta será também agora a minha e a vossa Música!!!!
I S A B E L

sexta-feira, 25 de julho de 2008

Cantarei




E foi este o mote do meu blogue:

Formar uma "Cidade de Afectos"

Espalhar Sorrisos

Dizer Palavras

Brincar com as crianças com pequenos poemas

Fazer Amizades

Lutar pela Paz

Lutar contra a diferença

Lutar pela indiferença

Seguir por uma estrada de Aguarelas

Espalhar a Música

Fazer um mundo diferente

Não sei se consegui mudar alguma coisa, mas tentei, pelo menos ficou uma caixinha de afectos.

Deixo-vos com a música que diz tudo, e será esta música que eu cantarei, porque cada vez seremos mais onde quer que nos encontremos.

E como sempre gostei de pintar as palavras, ficam pintadas com as cores do "Nosso Mundo"

O AZUL E O VERDE - O MAR E A TERRA

Isabel Cabral

Um blogue de palavras, de afectos, e muito amor à mistura

Ficará para sempre dentro de mim!!!!





quinta-feira, 24 de julho de 2008

Sorriso vai à praia


Para a praia correu
um fato de banho enfiou
na areia brincou
no mar mergulhou.
Um búzio apanhou
e no ouvido encostou
o barulho do mar escutou
e ao som da música, dançou, dançou.
Dançou e amou
tudo à sua volta na cabeça desenhou
e com um sorriso tudo captou
tudo em seu redor girou
No mar nadou
com as gaivotas voou
e numa chuva de palavras recordou
de nomes importantes se lembrou
E tudo na cabeça se embrulhou
o soninho chegou
no chão se deitou
e com um sorriso acabou
POR ADORMECER!!!!
Isabel Cabral

terça-feira, 22 de julho de 2008

Palavra

Na volúpia arrogante do granito
gravei, sorrindo, como se fora um grito,
uma palavra simples de esperança.

E as minhas veias foram arco-íris,
círios e fontes e asas quando vi
que, na pétrea aridez do seu destino,
parou a soletrá-la, uma criança.
Mariano Calado

segunda-feira, 21 de julho de 2008

Boneca de trapos

Uma boneca de trapos
de tempos já passados
fez o encanto
da menina dos olhos profundos,
era a sua amiga,
era a sua companheira
pela mão a pegava
e a levava para todo o lado.
Com ela falava,
com ela brincava,
e lhe contava os seus segredos.
A boneca de trapos que a avó
um dia lhe fizera
já com suas mãos cansadas,
mas fizera com tanto amor e carinho.
Era agora uma quimera,
num velho baú empoeirado,
num sotão escuro
onde só pequenos animaizinhos o habitavam.
Coisas velhas, ligadas a tantas vidas
ligadas a tantas histórias.
Mas, num cantinho, ela jazia,
com papéis e recordações
de tempos idos.
A boneca de pano chorava,
dentro do peito batia,
dilacerado um coração
de saudades da sua menina
de olhos profundos,
à espera que um dia
alguma outra menina
de olhos profundos
a descobrisse e a levasse
outra vez para fora do baú
e juntas vivessem de novo
as mesmas aventuras, outrora vividas
pelas duas amigas,
e o passado seria de novo presente.
Porque de mãos dadas
voltariam a brincar!!!

domingo, 20 de julho de 2008

Apenas uma pausa

Um interregno, uma pausa,
não foi fugir, não foi calar
apenas um intervalo,
apenas um pouco de silêncio.
Entre palavras e histórias,
bem ou mal contadas
mas sempre palavras,
imaginadas, sentidas,
calculadas, confusas,
transmitidas, vividas.
Não foi fugir, não foi calar
apenas um intervalo,
apenas um pouco de silêncio
Incandescentes, envolventes,
surpreendentes, resplandecentes,
divergentes, convergentes,
desconcertantes, sorridentes.
Não foi fugir, não foi calar
apenas um intervalo,
apenas um pouco de silêncio.
Isabel Cabral

quarta-feira, 16 de julho de 2008

Uma criança de olhos tristes










Se vires uma criança de olhos tristes,
procura descobrir-te nesses olhos
como se tu próprio fosses
um altar
rasgado sobre o mundo
e te pudesses debruçar
sobre o teu próprio mundo.


Hás-de sentir, então
dentro de ti
um sol de primavera
e descobrir,
feliz, no arrebole
dos olhos tristes da criança triste,
a luz primaveril do próprio Sol !

Mariano Calado