quarta-feira, 27 de maio de 2009

A ESTRELA DE JOANA


Era uma vez uma menina chamada Joana. Um dia foi-lhe diagnosticado cancro, e a vida da Joana, que era a de uma menina de 12 anos igual a tantas outras, brincava, ia à escola, viajava, tinha família, tinha amigos, ria, cantava, passou a ser diferente.

Foi um percurso difícil a que ela respondeu sempre com optimismo.

Um dia partiu para a "TERRA DOS SONHOS", onde existiam outros meninos, que tinham como ela um dia partido.
Mas a Joana é agora uma estrela que à noite brilha para aqueles que ama e lhes envia certamente mensagens, e lhes manda beijos através das estrelas que com ela convivem todos os dias.

E eu mando-lhe um beijo e uma flor onde quer que ela esteja.

Isabel

Vou deixar-vos um excerto de palavras comoventes do pai da Joana, que tentei descobrir depois de ter assistido a um programa que me deixou sem palavras.
As palavras, o testemunho comovente do Pedro, pai da Joana:
Sem explicação aparente fui buscar um CD de Serge Regianni e dei comigo a ouvir repetidamente uma canção, fui transformando a letra, adaptando-a aos meus sonhos e às minhas insónias. Deixo uns bocados soltos, desarrumados, próprios de quem não sabe escrever.
Depois de te beijar, adormeci muitas vezes a pensar no dia em que tu me ias deixar, para mudar de casa, para mudar de hábitos. Tentava tocar a tua cara de menina pela da mulher que rompe as amarras e rompe para a vida.
....E adormecia dizendo baixinho: boa sorte minha filha nos caminhos da vida, os nossos dois corações vão mudar de casa...

Hoje, já não posso despedir-me de ti, antes de me deitar, já não adormeço com um sorriso, muitas vezes nem adormeço, porque o sonho mudou, e o sono partiu contigo.

Agora penso onde estás, se é que estás nalgum lado.
Prefiro imaginar-te a dormir acreditando que os anjos respiram, e que estás à distância de um sopro.

Na minha cabeça ecoa uma das mais bonitas frases que me ofereceste:

"Pai, ao olhares o céu, cada estrela, é um beijo meu".

No silêncio da madrugada ainda recordo a tua voz. Será que me vês de lá de cima?Podes-me levar até essa estrela onde estás só para ver o teu sorriso?
As canções compiladas num CD, tocam no auto rádio vezes sem conta, enquanto eu, indiferente ao trânsito e ao destino, me habituei a guiar com a vista turva e os olhos inchados.
Partiste, o sonho transformou-se em pesadelo constante e, dois anos depois ainda não acordei,
mas já sei que fiquei amputado para o resto da vida.

Pedro Bello

As palavras do Pedro, e a coragem da Joana, ficam aqui gravadas no "SLETRAS"porque estes afectos são diferentes, "UMA LINDA, TRISTE HISTÓRIA DE AMOR ENTRE PAI E FILHA"que perdurará.....

12 comentários:

Viviana disse...

Olá Isabel

Que história comovente...

Amor, Amor, Amor!

Tanto e tão forte Amor!

Nem consigo sequer imaginar o tamanho deste Amor e desta Dor.

Um beijo

Viviana

ematejoca disse...

Minha cara Isabel, vim aqui para lhe agradecer as suas palavras amigas, e deparo com uma notícia tão tiste.
Nunca mais fui a mesma desde a morte da minha mãe. Mesmo passados 3 anos a DOR é muito intensa. Caso, acontecesse a algum dos meus ente-queridos o que aconteceu a esta menina e não aguentava. MORRIA eu também de DOR!

Isabelinha, escreva um poema lindo e alegre para mim, para afastar esta tristeza, que há dentro de mim.

Fátima André disse...

... e um nó na minha garganta... sem palavras... apenas uma oração se erge àquela estrelinha para que interceda junto do Pai do Céu por todos os seus familiares e amigos para lhes dar a força necessária para transpor a dor.

Contracena disse...

Triste!!! Muito triste!!!
Por mais que se queira morrer também, não se morre!!! E temos mesmo que continuar, porque existem outros ente-queridos que sofrem igualmente, mesmo que de outra forma, porque as relações são diferentes. Por amor a estes, temos mesmo a obrigação de sobreviver e de sorrir quando estamos com eles!!!

Vieira Calado disse...

Olá!

Boa noite!

Sei o que isso é, de bem perto.

Resta-nos a saudade.

Bjs

poematar disse...

Uma edição tocante, simples e sensível, um estar atenta aos belos momentos mesmo com a morte pelo meio. E mais não digo; para quê? Um abraço.

Anónimo disse...

olá prima Bé,

as lágrimas cairam-me pela cara, linda esta tua mensagem, nem posso imaginar a dor desse pai, eu como mãe de duas princesas de 12 e 7anos todos os dias peço a Deus que me cuide delas e olhe por elas e que nenhuma doença má se aproxime delas é o que eu mais peço na minha vida, pois para mim elas são a razão do meu viver do meu ser.
Não há palavras que possamos dizer para alegrar um coração ferido.

Bonita a tua homenagem á Joana, bem haja

beijinhos da paula

Carla disse...

uma história triste, uma história de amor tão comovente que nos toca a alma
beijo

Luis Portugal disse...

Olá Isabel
O meu estado emocional não será com certeza o mais indicado para escrever o que quer que seja.

Como eu entendo esse pai.

O meu Pedrinho tinha 14 anos, só eu e a mãe tínhamos percepção das suas palavras. A inteligência de um adolescente que sabia para onde ia e a calma que nos transmitiu até à hora da viagem. A mãe, essa já lá está na companhia do seu menino, eu? Por vezes fico feliz por descobrir que posso embarcar naquele transporte que nos juntará.

Um beijinho para si.

ematejoca disse...

Minha querida Isabel!
Levo a imagem e a frase.
Estou demasiado comovida para agradecer agora. Volto mais tarde!


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ESCLARECIMENTO:
No princípio era realmente a Fátima André, a minha primeira amiga virtual, que me explicava a informática, e depois o Thomas, meu amigo e antigo colega da faculdade. Nunca compreendi nada do que eles me explicaram. Com quem aprendi tudo, foi com o meu amigo ccz do Balanced Scorecard. Ele até fez vídeos de propósito para eu compreender melhor. E finalmente, compreendi. Estou-te eternamente grata, ccz.

PS: O ccz é o filho da Carmo (Avó Pirueta)

BC disse...

Eu sei Teresa, mas é incrível como me lembro dos comentários da Teresa e da Fátima,(eu na altura era completamente um zero à esquerda nestas coisas, agora ainda tenho muitas lacunas, mas aprendi muita coisa com o blogue).

E achei piada e ontem lembrei-me de fazer um chamado a esse facto.

Sei que o CCZ, é o filho da avó, quanto à ajuda isso não sabia.

Mas aqui interessa a ajuda mútua, é bonito, e sinto falta de algumas pessoas que partilhavam muito umas com as outras no princípio.
Vou jantar e dar jantar à miudagem, estou a pensar se vou amanhã até ao Porto é ir e vir, o Diogo tem que lá ir e eu ia com ele mas não sei, está muito calor e tenho muita coisa para fazer.
Beijinhos

ARTISTA MALDITO disse...

Olá Isabelita

è tão triste esta história, comove-me porque sei o que um Pai sofre por um(a) filho(a).

Tenho andado muito em baixo, mas leio os comentários. Quando vier ao Porto diga alguma coisa para a voltar a ver.

Beijinhos
Isabel