sexta-feira, 15 de maio de 2009

Palco da vida

Representam-se os últimos actos,
numa sala quase vazia
outrora cheia.
Os aplausos ouvem-se ao longe
ecoam quase sumidos,
onde antes saíam sorrisos,
agora fica a saudade,
de palavras desgastadas
pelo tempo já passado,
momentos prósperos,
num palco já podre
onde desapareceu o brilho,
despem-se as vestes.

Os últimos aplausos soam,
o pano cai
as luzes apagam-se
e o escuro substitui
a luz!!!

Isabel Cabral

15 comentários:

Licas disse...

Olá Isabelinha
Passei para lhe desejar uma boa noite e avisá-la que já começaram as olímpiadas. Desta vez o tema é CIÊNCIAS DA NATUREZA.
Concorra, porque é divertido.
Beijinhos
Licas

ARTISTA MALDITO disse...

Olá Isabelita

Será este o palco da vida? Mas temos de dizer, depois das luzes apagadas, depois das vestes despidas, que o palco será renovado, os aplausos não serão despedida, mas um até breve.

Beijinhos
Isabel

Viviana disse...

Olá Isabel

Deixo-lhe um abraço
e o desejo de uma boa semana.

Viviana

Maria Emília disse...

Querida amiga Isabel,
Este lindo poema denota alguma tristeza. A sala quase vazia pode estar cheia de amor, e onde há amor não são necessários aplausos, o amor fala por si. A saudade não é mais do que uma prova de amor. Se o palco está podre foi do muito uso e isso é bom. É preciso eliminar o que é velho para acolher a novidade com alegria.
O escuro não é mais do que a ausência da luz que o nosso pensamento se esqueceu de acender.
Um grande beijinho,
Maria Emília

Nilson Barcelli disse...

Infelizmente é assim mesmo.
Por muito boa que seja, nenhuma coisa dura para sempre.
Mas há que saber encontrar, permanentemente, novos actos para novos palcos.
Querida amiga, gostei imenso do teu poema.
Boa semana, beijo.

Contracena disse...

Hummm..., poema tristonho.
Se o palco está como está, então o Teatro (edifício - o todo) está talvez a precisar de umas obras, a efectuar com muito carinho e compreensão.

Beijo.

~*Rebeca e Jota Cê *~ disse...

Rebeca acha esse amor bonito também, mas muito além, ela acha incrível! E amor é isso, não desamarrar um laço tão bom por conta de bobagens. Já que sabemos que bobagens é o que não irão faltar.

Quanto à sua postagem, o que não é a vida se não fosse esse entra e sai de cena, desse trágico e cômico. A arte de viver e a vida dentro dessa arte.

Até mais

Jota Cê

Carla disse...

...e instala-se a saudade neste palco da vida
beijos

Licas disse...

Olá Isabelinha
Continuo à espera que o pano volte a subir para que nos delicie com a sua visita.
Esperamos por si, mas mesmo na ausência cá estamos para a aplaudir com amizade.
Beijinhos
Licas

Maria Dias disse...

O palco é como a propria vida,num momento estamos a brilhar num outro o pano cai e o silencio se faz...Gostei da poesia.

Beijinhos

Maria

©tossan disse...

Se falas do amor também serve para outrs assuntos este poema como a política dos nossos países repectivamente, já pensastes nisso?
Beijo

gaivota disse...

é mesmo um palco da vida...
e o pano cai, lentamente, ou de repente...
deixei-te um convite/desafio lá em casa, segue-o!
beijinhos

ARTISTA MALDITO disse...

Olá, Bom Dia:))

Isabelita, cá estou com forças renovadas, esperando por si. Sei que essa tristeza vai transformar-se numa onda de alegria.

Beijinhos com muito carinho
Isabel

Luis Portugal disse...

Olá Isabel
Nesta linda poesia que nos oferece, não especifica o numero de "actos"
daí eu atrever-me a pedir que seria tão bom ler mais um.
Um Bom dia para si e obviamente,
Bom Fim de Semana.
Beijinhos

alcinda leal disse...

gostei do poema e da foto!
Bom fim de semana!
Beijinhos nossos, aqui do Casal do Abrigo
Alcinda e Rui