quinta-feira, 30 de abril de 2009

1º de Maio



1º DE MAIO DE 1974, O VERDADEIRO 1º DE MAIO!!!

segunda-feira, 27 de abril de 2009

As nossas brincadeiras

Tapei os olhos
com um lenço apertado.
só vi cores, e estrelas
que eram deslumbrantes.


À cabra cega brincámos,
e ao pião,
atrás um do outro andámos,
corremos,
minutos, horas
que desdobrámos

para durar mais.


Como era bom brincar,
com um amigo verdadeiro,
que eu abracei, acarinhei,
como se fosse meu irmão
ofereceu-me uma estrela-do-mar,
com cheiro a maresia
e continuámos,
sempre a brincar
até o dia findar.

Isabel Cabral

Mais um dia em que a criança se subrepõe ao adulto



LICAS


É TÃO BOM UM ABRACINHO!!!!
Para ti Licas, amiga.
Parabéns por um ano de "LICAS ONTEM E HOJE"
Esse bonequinho sem rosto representa os amigos virtuais, os teus AMIGOS!!!
Isabel

domingo, 26 de abril de 2009

Mais uma história de vida

Uma foto real, que deveria aparecer nos jornais, mas é real de mais para o fazerem.

JOHN GEBHARDT no Iraque


Esta é uma dura história de guerra, porém toca-nos o coração... A esposa de John, Mindy, diz-nos que toda a família desta criança foi executada pelos Iraquianos.Os Iraquianos queriam também executá-la, e ainda a atingiram na cabeça, mas não conseguiram matá-la. A menina foi tratada no hospital de John, está recuperando, mas ainda chora e geme muito.
As enfermeiras dizem que ele é o único que consegue acalmá-la. Assim John passou quatro noites, segurando-a ao colo na cadeira, enquanto os dois dormiam. A menina vem recuperando gradualmente. Eles tornaram-se verdadeiras "estrelas" da guerra. John representa o que o mundo Ocidental gostaria de fazer.

Isto meus amigos, vale a pena partilhar com o Mundo inteiro.
Pessoas como John marcam a diferença, mesmo que seja com uma pequena menina como esta.

"ELA MERECE VIVER, TEM ESSE DIREITO."

sábado, 25 de abril de 2009

25 de Abril

25 DE ABRIL SEMPRE!!!

Excerto do poema "Os cães da minha terra" do livro "Fogo de Santelmo" editado em 1973






.....
Que os cães da minha terra
já nem sabem ladrar.
Perderam a voz.
Perferam a voz.

Até que um dia um cachorro
descubra que é monstruoso
um cão não saber ladrar.

Mariano Calado



quinta-feira, 23 de abril de 2009

Carta para Natália


À memória de Natália Duarte Silva Teotónio Pereira
que faleceu a 23 de Abril de 1971, antes de poder ver o Dia da Liberdade (faleceu de parto)

Eu, que te dei um beijo de tristeza
na face fria e calma,
sei que ressuscitaste.
Porque só morre quem não sabe viver,
Natália.

Sei que ressuscitaste.
Porque me continuas a ensinar
que é urgente, é preciso,
recomeçar todos os dias
um novo sonho.

Sei que ressuscitaste.
Porque não foi em vão que as tuas horas
foram feitas de lágrimas e querer,
porque não foi em vão que a tua
mão aberta
se abriu para quem ama e desespera.

Que desde as planícies mártires do Alentejo
ao desespero mudo da cidade,
desde o ninho emigrado de Marvão
aos casebres sem fé dos que ficaram,
a tua
mão aberta
soube lutar
e amar,
soube, serenamente acreditar.

Obrigado, Natália, pelo que me deste, e dás
um mundo sem fronteiras nem mentiras,
uma terra sem ódios nem algemas
onde a esperança e a paz sejam bandeira
e onde o amor seja seara e ceifa.

Obrigado Natália, pelo que me ensinaste
a razão de viver
por entre as nossas horas vigiadas,
por entre as nossas palavras censuradas,
por entre os nossos beijos proibidos,
por entre a morte que espreita os nossos passos,
a razão de viver
esperando um novo dia.

Obrigado, Natália, por me teres ensinado
a saber esperar um novo dia.

Que esse dia, Natália, há-de chegar.

Há-de chegar.

Contigo
saberemos esperar.

Mariano Calado in Fogo de Santelmo (1973)

PORQUE HOJE TIA NATÁLIA, FAZ ANOS QUE PARTISTE, E PORQUE ESTAMOS EM ABRIL!!!

domingo, 19 de abril de 2009

A NOSSA FALA

Tu que falas, eu que falo,
que fazemos, afinal?
Não é com falas e falas
que fazemos Portugal.

Já em Alcácer-Quibir
por bem falar nos perdemos.
E, se mais falas falamos,
não nascemos, não nascemos.

Tu que choras, eu que choro,
que fazemos por fazer
das lágrimas que choramos
as sementes de nascer?

Mas, ai não é com lamentos
que volta Sebastião:
não se rasgam nevoeiros
sem termos o Sol na mão.

Tu que falas, eu que falo
que fazemos, afinal,
pra ter na mão a coragem
de acordarmos Portugal?

Porque é tempo de acordar,
Porque é tempo de nascer.
Porque é tempo de gritar
o direito de viver.

Mariano calado
in
"Raízes de Maresia"


Publicado em 1973 in Fogo de Santelmo""e reeditado em 1995

PORQUE ESTAMOS EM ABRIL!!!