quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Tanta gente

Do meu meigo sorriso
ao teu encorajador,
voámos pelo mundo
onde não deveria haver
alguma dor.

Os cavalos eram brancos,
com asas alados,
e por aí fomos
percorrendo tantos sítios,
e mãos apertámos
e brandos sorrisos demos.

Tanta gente, tanta cor,
branco, negro, vermelho, amarelo,
todos diferentes, todos iguais,
em abraços fraternais
seguimos andando,
e por caminhos voando.

Vimos rios, vimos lagos,
montanhas e campos.

Tudo no nosso peito ficou.
Nas mãos uma flor,
nos olhos uma lágrima.

O mundo era azul,
da cor do céu e do mar,
e tudo mergulhou no ar
numa canção,
feita com as mãos e o coração.

E viajámos, viajámos
de mão em mão,
de coração em coração,
de flor, em flor poisámos.

Vimos nuvens brancas,
da cor do algodão
e de novo mergulhámos,
num mundo,
que é de todos nós.

Isabel Cabral

19 comentários:

ematejoca disse...

Li o poema um pouco à pressa, pois tenho de sair. Hoje à noite volto.
Ontem à noite li a história do seu pai, mas tinha acabado de chegar de Bonn, e estava muito cansada para escrever.
Escrever em portugues ainda me causa muitos problemas...

Saudacoes de um Düsseldorf com um sol gélido!

GUILHERME PIÃO disse...

Gostei...
"Tanta gente, tanta cor,
branco, negro, vermelho, amarelo,
todos diferentes, todos iguais,
em abraços fraternais
seguimos voando,
e por caminhos voando."
Seria bom se o mundo fosse assim...cheio de abraços fraternais.
Abraços

Tentativas Poemáticas disse...

O meu desejo seria que houvesse tanta gente como a
Isabel. Então sim, o mundo seria azul e as gaivotas não teriam necessidade de esvoaçarem famintas por cima da minha casa, tão longe do rio Tejo...
Beijinho grande, POETISA.
António

Artista Maldito disse...

Olá Isabelinha

Passo só para deixar um beijinho muito carinhoso. Tenho de ir fazer o curativo e ontem abusei. Vou descansar mais um ou dois dias. O coração está meio atarantado, está a dar-me problemas. Mas quero vir, sempre que posso, deixar um beijinho, só isso.

Isabel

BC disse...

Até logo Teresinha.
Um bom dia para si
Abraço
Isabel

BC disse...

Tem razão Guilherme, mas nós vamos fazendo o que podemos, o que está ao nosso alcance, nem que seja só em palavras...
Abraço
Isabel

BC disse...

Sempre gentil António, tenhamos esperanças que as gaivotas se vejam noutros sítios, mais próximo do azul do mar e do céu.
Um beijinho da Isabel

BC disse...

Isabelita, o recado já foi particularmente, muito pequeno para não cansar.
Cuide-se, nada de abusos, ainda é cedo para fazer esforços
Beijinho grande da Isabel

O Profeta disse...

Um poema que devia ser trancrito em muita publicação publica...


Doce beijo

Multiolhares disse...

se quisermos podemos sempre dar as mãos e voar, pena que essa vontade não seja extensiva a todos os seres. sinto que cada vez estamos mais longe uns dos outros
que muita gente leia este teu poema
jinhos

ematejoca disse...

Eu repito o que o Profeta diz:
"Um poema que devia ser trancrito em muita publicação publica..."

Boa noite!

Gilbamar disse...

Seu lindo poema é um doce brado que brota no coração e se esgueira corpo acima até chegar aos lábios e explodir, causando comoção, lágrimas mas, especialmente, esperança.

Deixo meu fraterno abraço amigo.

BC disse...

Já lhe agradeci Profeta, as bonitas palavras que me disse no seu blog, mas reafirmo aqui, o que é isso, eu não tenho noção do que por vezes transmito, as palavras saem, mas o que me move mesmo são os sentimentos pelo mundo e perco um pouco o tino como diria a amiga Isabel(artista maldito).
Um beijo fraterno
Isabel

BC disse...

É evidente que gosto que leiam Luna, mas gostava mais que se pusesse em prática muita coisa, a começar por mim, não sou perfeita, não sou anjo, sou uma pessoa que tem as suas falhas como toda a gente, mas tento não desiludir e chegar sempre a mão.
Beijinhos
Isabel

BC disse...

Olá Gilbamar, continuo a reafirmar o que disse aos outros amigos, as palavras são e serão sempre importantes especialmente se chegarem longe, mas temos que agir, isso é o mais significativo
Abraço também fraterno
Isabel

BC disse...

Oh Teresa, que marota, eu ando, sem responder, mas as coisas não andam a 100% com meu braço, está complicado, maldita queda.

Para responder à sua pergunta do poste da SEREIA,.
Quem é Calado Mateus?- é o meu tio irmão mais novo do meu pai, também formado em Artes e professor toda a vida e ainda continua.
Tem uma diferença do meu pai de quase 20 anos.
Quadros fantásticos, quem ilustra sempre os livros do meu pai, é ele e o meu irmão mais velho também formado em Artes.
Não saí a eles, não sei desenhar nada sou uma nódoa nas artes.
Falando do excertos, tem que ser aqui, mas eu ponho de vez em quando
e se tiver paciência, disposição, ainda escrevo uma história daquelas veridícas dos tempos da ilha maravilhosa, dos piratas, das grutas
para satisfazer a vossa curiosidade.
Abraço
Isabel

Viviana disse...

Olá Isabel,

È isso, amiga.

Abra o seu doce coração, e deixe que dele brotem, livremente, estes sentimentos transformados em palavras.

Apreciei muito este poema seu.

O seu conteúdo tem que ser gritado aos quatro cantos do mundo, para que toda a humanidade esteja atenta e desperta e pronta para agir em conformidade.

Desejo-lhe um lindo dia, amiga.
Um beijo
Viviana

ematejoca disse...

Isabel, descanse o seu braco. No "ematejoca azul" neste momento, também nao há nada de interesse, porque eu nao tenho tempo nenhum para me concentrar. Adoro esta quadra natalícia, mas é muito cansativa.

Estou à espera duma "história daquelas veridícas dos tempos da ilha maravilhosa, dos piratas, das grutas..."

Hoje é a "Noite do Crime", quando regressar, e nao estiver muito cansada, volto aqui.

Saudacoes quase invernais!

BlueVelvet disse...

Com um companheiro montado num cavalo branco, quem não dá a volta ao mundo, não é?
Linda imagem.
Beijinhos