O fim de semana está à porta, e com ele um merecido descanso no Alentejo.
O meu Alentejo, não de origem, mas de adopção.
Aqueles cheiros que são diferentes de todo o lado que conheço, são especiais, quando abrimos a porta da rua, a suavidade, a calma, daquele lugar que nos inibria.
De noite, mesmo em dia de temporal oiço todos aqueles sons maravilhosos. O mar a bater na falésia que por vezes parece um tambor, o meu espanta espirítos de conchas (está na moda) baila
desassossegadamente, a minha sineta de ferro forjado com uma vaquinha típica da região toca como se fosse um instrumento musical.
É um concerto único. Quando me deito e fecho os olhos, todos aqueles sons familiares entranham-se suavemente pelos ouvidos e calmamente vou para longe, e então adormeço...
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008
terça-feira, 26 de fevereiro de 2008
Para a minha filha Mariana
As histórias de princesas nem sempre terminam bem.
O tempo do "Era uma vez....tiveram muitos filhos e viveram felizes para sempre" já lá vai (é pena).
Mas princesas casam com príncipes e tu filha és uma verdadeira princesa, alguém terá o teu sapatinho de cristal que te irá servir um dia... és linda, as pessoas não se vêem só por fora e tu sabes isso, tens um valor incalculável, tanto por dentro como por fora, e existem pessoas que de olhos fechados conseguem ver melhor que muitas de olhos abertos. Não sei bem porque te estou a dizer isto, ás vezes há coisas que se transmitem melhor no papel, e apesar das cumplicidades, existem sempre choques de gerações e certas pessoas vivem para o exterior sem se aperceberem que a tal estrelinha brilha lá dentro, como tu própria dizes, e sai em qualquer altura, mas nem toda a gente a pode ver só onde existe Amor. "E onde existe Amor existe uma
Estrela".
E isso faz a diferença entre uma verdadeira princesa e uma mulher comum.
Por isso tu és uma princesa.
O tempo do "Era uma vez....tiveram muitos filhos e viveram felizes para sempre" já lá vai (é pena).
Mas princesas casam com príncipes e tu filha és uma verdadeira princesa, alguém terá o teu sapatinho de cristal que te irá servir um dia... és linda, as pessoas não se vêem só por fora e tu sabes isso, tens um valor incalculável, tanto por dentro como por fora, e existem pessoas que de olhos fechados conseguem ver melhor que muitas de olhos abertos. Não sei bem porque te estou a dizer isto, ás vezes há coisas que se transmitem melhor no papel, e apesar das cumplicidades, existem sempre choques de gerações e certas pessoas vivem para o exterior sem se aperceberem que a tal estrelinha brilha lá dentro, como tu própria dizes, e sai em qualquer altura, mas nem toda a gente a pode ver só onde existe Amor. "E onde existe Amor existe uma
Estrela".
E isso faz a diferença entre uma verdadeira princesa e uma mulher comum.
Por isso tu és uma princesa.
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008
"Cada Ser Humano tem dentro de si uma estrela e quando a descobre todo ele brilha"
A minha filha Mariana fez um texto para um teste de português com o título acima, dado pela professora, que achei bastante sugestivo, quando recebeu o teste, li e gostei, daí pô-lo aqui,
com uma pequena introdução
"Se calhar as estrelas, só estão iluminadas para que um dia, cada um de nós possa encontrar a sua".....
"O principezinho" - Saint Exupéry
"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para os viajantes, as estrelas são guias.
Para outros, não passam de luzinhas."
"O principezinho" - Saint Exupéry
Todos nós quando nascemos vimos duma estrela, e ao longo da nossa vida essa estrela vai ficando ou mais escondida ou vai aparecendo com mais intensidade, conforme os nossos comportamentos, a nossa maneira de agir perante os outros, perante o mundo e perante nós mesmos. Eu sou um ser que acredito cada vez mais que todos nós temos uma estrela vinda não
sei de onde que nos indica o caminho, a nossa estrada está marcada e ao olharmos para o céu,
onde existem milhares de estrelas, uma é nossa, é aquela que brilha mais quando nós olhamos para cima e ao longo da vida nos acompanha nos bons e nos maus momentos.
Cabe-nos a nós fazê-la sair, por vezes não se vê pois está no mais fundo do nosso coração, no mais íntimo do nosso ser mas temos que a procurar, pois mais cedo ou mais tarde ela vai irradiar
e brilhar para o mundo, ou para alguém muito especial para nós, e todo o nosso corpo e alma, será um pedaço de uma estrela incandescente que se verá e explodirá de tanto brilho, mas nem
todos a verão, só será vista onde existir "Amor" e onde existe "Amor" existe uma "Estrela".
Mariana
com uma pequena introdução
"Se calhar as estrelas, só estão iluminadas para que um dia, cada um de nós possa encontrar a sua".....
"O principezinho" - Saint Exupéry
"As pessoas têm estrelas que não são as mesmas. Para os viajantes, as estrelas são guias.
Para outros, não passam de luzinhas."
"O principezinho" - Saint Exupéry
Todos nós quando nascemos vimos duma estrela, e ao longo da nossa vida essa estrela vai ficando ou mais escondida ou vai aparecendo com mais intensidade, conforme os nossos comportamentos, a nossa maneira de agir perante os outros, perante o mundo e perante nós mesmos. Eu sou um ser que acredito cada vez mais que todos nós temos uma estrela vinda não
sei de onde que nos indica o caminho, a nossa estrada está marcada e ao olharmos para o céu,
onde existem milhares de estrelas, uma é nossa, é aquela que brilha mais quando nós olhamos para cima e ao longo da vida nos acompanha nos bons e nos maus momentos.
Cabe-nos a nós fazê-la sair, por vezes não se vê pois está no mais fundo do nosso coração, no mais íntimo do nosso ser mas temos que a procurar, pois mais cedo ou mais tarde ela vai irradiar
e brilhar para o mundo, ou para alguém muito especial para nós, e todo o nosso corpo e alma, será um pedaço de uma estrela incandescente que se verá e explodirá de tanto brilho, mas nem
todos a verão, só será vista onde existir "Amor" e onde existe "Amor" existe uma "Estrela".
Mariana
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A MINHA ESTRELA
domingo, 24 de fevereiro de 2008
A minha Oliveirinha
Há um mês atrás, mais coisa menos coisa, alguém cá de casa numa ida ao supermercado, para fazer as compras habituais, avistou numa zona onde existiam algumas plantas, algo escondido, um pequenino vaso com uma oliverinha, bem pequenina e resolveu comprá-la. Ao ver tal vasinho resolvi logo levá-lo para o Alentejo, porque eu acho que o Alentejo é mesmo a terra da minha oliveirinha, e como temos lá uma casita faria todo o sentido em vez de estar encurralada num vaso, devolvê-la á terra em vez de estar numa varanda.
Os dias foram passando, cresceu e passámo-la para um vaso bem grande, pois ainda não houve
oportunidade de a transportar.
Todos os dias esboço um sorriso pela manhã, vou dar os bons dias á minha pequena árvore e lá vejo todos os dias mais uma folhinha, cada vez mais verde e mais brilhante como me quisesse responder, a vaidosa da minha oliveirinha.
Na semana passada com as cheias que nos fizeram a todos pensar tentei fazer um paralelismo,
que até parece cruel mas a natureza tem destas coisas. Acontecem fenómenos inexplicáveis.
Nas cheias pessoas perderam a vida, outras ficaram sem nada e é como se fosse também uma
morte. Isto põe-me triste inevitavelmente e quando penso apetece-me chorar.
Mas quando olho para a minha oliveirinha que apanhou tanta chuva na minha varanda, e por ter
apanhado tanta chuva nessa semana cresceu ainda mais, está linda, e foi então que percebi que
apesar da morte ,na minha plantinha também existia "Vida".
"A Natureza não deixa de nos surpreender"
Os dias foram passando, cresceu e passámo-la para um vaso bem grande, pois ainda não houve
oportunidade de a transportar.
Todos os dias esboço um sorriso pela manhã, vou dar os bons dias á minha pequena árvore e lá vejo todos os dias mais uma folhinha, cada vez mais verde e mais brilhante como me quisesse responder, a vaidosa da minha oliveirinha.
Na semana passada com as cheias que nos fizeram a todos pensar tentei fazer um paralelismo,
que até parece cruel mas a natureza tem destas coisas. Acontecem fenómenos inexplicáveis.
Nas cheias pessoas perderam a vida, outras ficaram sem nada e é como se fosse também uma
morte. Isto põe-me triste inevitavelmente e quando penso apetece-me chorar.
Mas quando olho para a minha oliveirinha que apanhou tanta chuva na minha varanda, e por ter
apanhado tanta chuva nessa semana cresceu ainda mais, está linda, e foi então que percebi que
apesar da morte ,na minha plantinha também existia "Vida".
"A Natureza não deixa de nos surpreender"
sábado, 23 de fevereiro de 2008
Coração
Quando se é mãe o coração sai do peito,
e nunca mais entra...
Mas ser mãe é a coisa mais sublime que existe
É amar e ser amada....
e nunca mais entra...
Mas ser mãe é a coisa mais sublime que existe
É amar e ser amada....
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008
Para as mães que um dia, se sentiram sós...
Mães
Sou a mãe que tudo dei
A vida quando os gerei,
Amor, carinho, paixão.
Para mim nada pedi
Em troca do que vos dei.
Coisas simples,
Coisas lindas,
Somente um beijo,
Uma flor.
Era só isso que eu queria
Mas nada disso encontrei
27 Janeiro 2001
Sou a mãe que tudo dei
A vida quando os gerei,
Amor, carinho, paixão.
Para mim nada pedi
Em troca do que vos dei.
Coisas simples,
Coisas lindas,
Somente um beijo,
Uma flor.
Era só isso que eu queria
Mas nada disso encontrei
27 Janeiro 2001
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008
Pequenos gestos
A vida é feita de momentos, de breves instantes...
As coisas simples e pequenas, levam-nos a grandes coisas.
Um gesto partilhado...
O sorriso duma criança...
O desabrochar duma flor na Primavera...
O bater das ondas brancas na praia...
O vento que nos murmura ao ouvido...
O bater da chuva na vidraça em dia de temporal...
Um beijo dado em silêncio...
Tudo isto é Vida.
As coisas simples e pequenas, levam-nos a grandes coisas.
Um gesto partilhado...
O sorriso duma criança...
O desabrochar duma flor na Primavera...
O bater das ondas brancas na praia...
O vento que nos murmura ao ouvido...
O bater da chuva na vidraça em dia de temporal...
Um beijo dado em silêncio...
Tudo isto é Vida.
quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008
"Pela Paz"

Ontem enviaram-me um mail intitulado "Pela Paz". Vi as imagens e fiquei chocada como se fosse
a primeira vez que tivesse visto imagens daquele género, podem-se ver imagens daquelas milhentas vezes que nunca ficaremos indiferentes. Horror, pânico, crianças tão indefesas, como os nossos filhos ou os nossos netos, terem que passar atrocidades: fome, dor ,doenças, perdas, solidão. Não podemos consentir coisas destas. Mas o que fazer?
Somos tão pequeninos, tão impotentes perante tudo isto, e ao mesmo tempo ás vezes tão fúteis.
Eu queria pelo menos ter um sorriso do tamanho do mundo que pudesse chegar bem longe e de alguma forma mostrar um bocadinho do meu amor, da minha solidariedade.
E queria pelo menos ter umas mãos de tal maneira grandes e compridas que chegassem a qualquer lugar onde alguém precisa-se dessa mão amiga para poder apertar bem forte.
Apenas um sorriso...
Apenas uma mão...
a primeira vez que tivesse visto imagens daquele género, podem-se ver imagens daquelas milhentas vezes que nunca ficaremos indiferentes. Horror, pânico, crianças tão indefesas, como os nossos filhos ou os nossos netos, terem que passar atrocidades: fome, dor ,doenças, perdas, solidão. Não podemos consentir coisas destas. Mas o que fazer?
Somos tão pequeninos, tão impotentes perante tudo isto, e ao mesmo tempo ás vezes tão fúteis.
Eu queria pelo menos ter um sorriso do tamanho do mundo que pudesse chegar bem longe e de alguma forma mostrar um bocadinho do meu amor, da minha solidariedade.
E queria pelo menos ter umas mãos de tal maneira grandes e compridas que chegassem a qualquer lugar onde alguém precisa-se dessa mão amiga para poder apertar bem forte.
Apenas um sorriso...
Apenas uma mão...
domingo, 17 de fevereiro de 2008
Dia Cinzento
Hoje não me apetece muito escrever, apesar de estar um dia de chuva, daqueles em que sabe bem estar em casa, no quentinho e a escrever.
Mas há sempre qualquer coisa de que nos lembramos e nem que seja uma frase acabamos por pô-la no papel, e foi isso que hoje aconteceu.
Há já alguns anos atrás alguém me disse:
Uma praia
Amor
Duas mãos
Futuro
Com estas palavras percebi realmente a força que as palavras têem, e de facto um gesto, um sorriso, o amor, duas mãos por vezes fazem a diferença....
Mas há sempre qualquer coisa de que nos lembramos e nem que seja uma frase acabamos por pô-la no papel, e foi isso que hoje aconteceu.
Há já alguns anos atrás alguém me disse:
Uma praia
Amor
Duas mãos
Futuro
Com estas palavras percebi realmente a força que as palavras têem, e de facto um gesto, um sorriso, o amor, duas mãos por vezes fazem a diferença....
sábado, 16 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
S.Valentim Dia dos namorados
Hoje é dia dos namorados, quanto a mim um dia que se deveria repetir todos os dias porque quando se ama deve ser todos os dias e não num dia específico marcado no calendário.
Devemos partilhar o amor todos os dias e não por uma imposição comercialista da situação ,porque não oferecer uma flor, um beijo todos os dias ou quase todos os dias ao nosso parceiro e fazer desse dia todos os dias um dia dos namorados.
Só o amor
É capaz de unir
os seres humanos
Ao ponto
de se sentirem
completos e
Preenchidos, porque
só ele os forma
E une pelo que
neles há de mais
Profundo
Pierre Teillard
Enquanto se permitir
Que as crianças
Sofram, não há
amor verdadeiro
neste mundo
Isadora Duncan
Devemos partilhar o amor todos os dias e não por uma imposição comercialista da situação ,porque não oferecer uma flor, um beijo todos os dias ou quase todos os dias ao nosso parceiro e fazer desse dia todos os dias um dia dos namorados.
Só o amor
É capaz de unir
os seres humanos
Ao ponto
de se sentirem
completos e
Preenchidos, porque
só ele os forma
E une pelo que
neles há de mais
Profundo
Pierre Teillard
Enquanto se permitir
Que as crianças
Sofram, não há
amor verdadeiro
neste mundo
Isadora Duncan
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Afectos - Pai
Como gosto de fazer sempre uma pequena introdução aos meus poemas, hoje vou falar duma senhora que acabei de ver na TV - Graça Gonçalves uma médica que criou algures perto de Aveiro ,uma Casa Chamada "Casa dos Afectos, "casa essa que recebe toda a gente seja qual for a idade, raça ou cor uma casa maravilhosa, mas independentemente disso a intenção com que foi criada é o mais importante, onde se dão afectos e amor a quem por lá passa e precisa dum pouco de atenção."GRAÇA GONÇALVES" UM NOME A RETER
E como de afectos se trata será uma boa altura para transcrever um pequeno poema que fiz ao meu pai no dia do lançamento de um dos seus livros, como sempre comovi-me e enchi-me de orgulho e mesmo lá sentada, na minha cabeça o poema surgiu e o nome que lhe dei foi precisamente "Afectos"e hoje só este faria sentido escrever aqui.
Afectos
Foi mais um dia de afectos
E os afectos são bons,
Afazem parte de nós,
Fazem parte da vida.
Pelos afectos chorei,
Pelos afectos recordei,
Dos afectos me orgulhei,
Com os afectos continuarei.
Pai
A tua força me dará força
A tua mão me guiará
E nos dias em que as pernas
Não me obedecerem,
Porque desisti de lutar
-Pois quantas vezes
No mundo ando só-,
Eu sei, pai,
Que a tua mão me ajudará
A caminhar
E então seguirei
E como de afectos se trata será uma boa altura para transcrever um pequeno poema que fiz ao meu pai no dia do lançamento de um dos seus livros, como sempre comovi-me e enchi-me de orgulho e mesmo lá sentada, na minha cabeça o poema surgiu e o nome que lhe dei foi precisamente "Afectos"e hoje só este faria sentido escrever aqui.
Afectos
Foi mais um dia de afectos
E os afectos são bons,
Afazem parte de nós,
Fazem parte da vida.
Pelos afectos chorei,
Pelos afectos recordei,
Dos afectos me orgulhei,
Com os afectos continuarei.
Pai
A tua força me dará força
A tua mão me guiará
E nos dias em que as pernas
Não me obedecerem,
Porque desisti de lutar
-Pois quantas vezes
No mundo ando só-,
Eu sei, pai,
Que a tua mão me ajudará
A caminhar
E então seguirei
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
Corre Gonçalo

Todos os dias corremos desesperadamente como se fosse o último, atrás de algo que tantas vezes tarda em chegar, esquecendo-nos que ao nosso lado existem também pessoas que lutam pelo mesmo que nós, e que tentam alcançar também um sonho..
Vou escrever um poema no meu blog dedicado ao meu filho Gonçalo que como tantas pessoas também corre à procura do seu sonho.
Gonçalo
Corre Gonçalo
Gonçalo corre
Que o mundo
Corre lá fora
Foi num dia sem esperar
Que a barriguinha cresceu
E num dia de Novembro
O Gonçalinho nasceu
Pequeno de olhos grandes
O Gonçalo era ladino
De ladino o pequenino
Dez-se homem lutador
Corre Gonçalo
Gonçalo corre
Na Valentim noite e dia,
A suar, a transpirar
Mas o Gonçalo não pára
No nascer foi a saltar
Que cá fora
Ele se quis pôr
E a vida com Gonçalo
É assim um carrossel
Corre Gonçalo
Gonçalo corre
Coração aberto,
Mãos disponíveis
Amigo do seu amigo
Assim é o meu menino
Corre Gonçalo
Gonçalo corre
Que o mundo espera
Lá fora
Por pessoas como tu
Novembro\2005
Vou escrever um poema no meu blog dedicado ao meu filho Gonçalo que como tantas pessoas também corre à procura do seu sonho.
Gonçalo
Corre Gonçalo
Gonçalo corre
Que o mundo
Corre lá fora
Foi num dia sem esperar
Que a barriguinha cresceu
E num dia de Novembro
O Gonçalinho nasceu
Pequeno de olhos grandes
O Gonçalo era ladino
De ladino o pequenino
Dez-se homem lutador
Corre Gonçalo
Gonçalo corre
Na Valentim noite e dia,
A suar, a transpirar
Mas o Gonçalo não pára
No nascer foi a saltar
Que cá fora
Ele se quis pôr
E a vida com Gonçalo
É assim um carrossel
Corre Gonçalo
Gonçalo corre
Coração aberto,
Mãos disponíveis
Amigo do seu amigo
Assim é o meu menino
Corre Gonçalo
Gonçalo corre
Que o mundo espera
Lá fora
Por pessoas como tu
Novembro\2005
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domingo, 10 de fevereiro de 2008
O papagaio do Diogo

Ninguém escapa ao sonho de voar, de ultrapassar os limites do espaço onde nasceu.....
"A história de Fernão Capelo Gaivota" de Richard Bach
O papagaio do Diogo
Um papagaio de papel
Já tu tens há muito, muito tempo,
Construído pelo avô
Que contigo quis brincar
Era encarnado,
Tinha asas de gaivota
E ao céu queria chegar.
Mas ele precisa de ti, Diogo,
Como noutros tempos,
Para poder brincar
Só que, Diogo, o papagaio
Ainda existe,
Está guardado
À espera que o vás buscar.
Ele, contigo,
Quer brincar e voar.
Vai buscá-lo como outrora
Porque eu, contigo,
Também quero brincar
E assim, era de novo uma vez....
Um papagaio de papel.
E se fôssemos brincar?
"A história de Fernão Capelo Gaivota" de Richard Bach
O papagaio do Diogo
Um papagaio de papel
Já tu tens há muito, muito tempo,
Construído pelo avô
Que contigo quis brincar
Era encarnado,
Tinha asas de gaivota
E ao céu queria chegar.
Mas ele precisa de ti, Diogo,
Como noutros tempos,
Para poder brincar
Só que, Diogo, o papagaio
Ainda existe,
Está guardado
À espera que o vás buscar.
Ele, contigo,
Quer brincar e voar.
Vai buscá-lo como outrora
Porque eu, contigo,
Também quero brincar
E assim, era de novo uma vez....
Um papagaio de papel.
E se fôssemos brincar?
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
Mãe

Hoje se fosse viva a minha mãe faria anos
Sinto sempre neste dia uma grande nostalgia e a saudade por já não lhe poder dar um beijo e
oferecer uma flor.
Por isso quero deixar este poema que já foi feito em 2004 mas que tirei hoje da gaveta para lhe
oferecer, esteja ela onde estiver.
MÃE
Foi naquele dia cinzento
E chuvoso,
Que tu partiste, mãe.
E nesse dia cinzento
E chuvoso
Eu chorei, chorei
Como nunca tinha
Chorado.
Com o mundo desabei
E perguntei,
A quem pudesse
Responder,
O porquê de tanto
Sofrimento.
Tanta falta me fizeste, mãe.
As conversas,
Os desabafos,
E até as discussões,
Era vida que desabrochava de nós
E essa vida
Foi-se, mãe contigo.
Mas hoje quando eu olho o céu
E vejo aquela estrela
Que é sempre a mesma,
Aquela que eu vislumbro
Todas as noites
À espreita,
A seguir os meus passos,
A dar-me força
Nos momentos de tortura
Eu sei mãe que por detrás
Daquela estrela
És tu, mãe, que lá estás,
Sempre atenta
E me dás aqueles sinais
Aqueles sinais que eu nunca entendi
Mas que acontecem
Quase todos os dias.
Não chores, mãe
Tu estás num jardim florido
Onde só existe Amor,
Compreensão
E nós nem sabemos bem onde estamos.
É tudo tão cinzento, como naquele
Dia em que partiste.
Tenho medo, por vezes
Apetece-me desistir.
Mas, no fundo a tua estrela,
Fazê-me continuar
E vai-me guiando
Como tu sempre fizeste
E eu não vi, mãe.
Porque mãe é sempre a mesma
Esteja ela onde estiver,
Mesmo tão distante
E ao mesmo tempo tão perto.
Não sei onde estás
Mas, um dia, lá estarei
Para sempre a teu lado.
E aí sim, mãe
Seremos mais do que nunca
Mãe e filha.
Sinto sempre neste dia uma grande nostalgia e a saudade por já não lhe poder dar um beijo e
oferecer uma flor.
Por isso quero deixar este poema que já foi feito em 2004 mas que tirei hoje da gaveta para lhe
oferecer, esteja ela onde estiver.
MÃE
Foi naquele dia cinzento
E chuvoso,
Que tu partiste, mãe.
E nesse dia cinzento
E chuvoso
Eu chorei, chorei
Como nunca tinha
Chorado.
Com o mundo desabei
E perguntei,
A quem pudesse
Responder,
O porquê de tanto
Sofrimento.
Tanta falta me fizeste, mãe.
As conversas,
Os desabafos,
E até as discussões,
Era vida que desabrochava de nós
E essa vida
Foi-se, mãe contigo.
Mas hoje quando eu olho o céu
E vejo aquela estrela
Que é sempre a mesma,
Aquela que eu vislumbro
Todas as noites
À espreita,
A seguir os meus passos,
A dar-me força
Nos momentos de tortura
Eu sei mãe que por detrás
Daquela estrela
És tu, mãe, que lá estás,
Sempre atenta
E me dás aqueles sinais
Aqueles sinais que eu nunca entendi
Mas que acontecem
Quase todos os dias.
Não chores, mãe
Tu estás num jardim florido
Onde só existe Amor,
Compreensão
E nós nem sabemos bem onde estamos.
É tudo tão cinzento, como naquele
Dia em que partiste.
Tenho medo, por vezes
Apetece-me desistir.
Mas, no fundo a tua estrela,
Fazê-me continuar
E vai-me guiando
Como tu sempre fizeste
E eu não vi, mãe.
Porque mãe é sempre a mesma
Esteja ela onde estiver,
Mesmo tão distante
E ao mesmo tempo tão perto.
Não sei onde estás
Mas, um dia, lá estarei
Para sempre a teu lado.
E aí sim, mãe
Seremos mais do que nunca
Mãe e filha.
Texto
Há alturas na vida em que temos os nossos sentimentos fragilizados, por motivos variados, e necessitamos pô-los cá para fora. As nossas emoções, os nossos sonhos os nossos desejos etc...
Uma das formas entre outras ,certamente será agarrar numa folha de papel branco, numa caneta, e deixarmos as palavras fluírem e deixar a caneta deslizar, deslizar, e sem darmos por isso já saiu um texto. Não importa que seja bom ou mau pode não dizer nada, ou pode dizer muito também, o importante é transmitir algo e quando acabamos certamente nos sentiremos
melhor, a caneta e o papel são armas preciosas para qualquer um descarregar o stress, são objectos inofensivos que até nos obrigam a fazer um óptimo exercício escrito que pode ser muito bom, especialmente se não o fazemos regularmente.
Por isso aconselho quem poder faça-o, não partam os pratos, não descarreguem no marido, nem nos filhos, vão enervar-se e enervá-los.
Apenas escrevam...
Uma das formas entre outras ,certamente será agarrar numa folha de papel branco, numa caneta, e deixarmos as palavras fluírem e deixar a caneta deslizar, deslizar, e sem darmos por isso já saiu um texto. Não importa que seja bom ou mau pode não dizer nada, ou pode dizer muito também, o importante é transmitir algo e quando acabamos certamente nos sentiremos
melhor, a caneta e o papel são armas preciosas para qualquer um descarregar o stress, são objectos inofensivos que até nos obrigam a fazer um óptimo exercício escrito que pode ser muito bom, especialmente se não o fazemos regularmente.
Por isso aconselho quem poder faça-o, não partam os pratos, não descarreguem no marido, nem nos filhos, vão enervar-se e enervá-los.
Apenas escrevam...
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
Poema
Hoje é o dia dos teus anos
E quantos já passámos juntos...
Tantas coisas boas
Tantas contrariedades
Tantas praias e marés
Mas não importa
Porque hoje é o dia dos teus anos
Para ti
As palavras são difíceis de dizer
Também nunca foste homem de palavras.
Quanto a isso, nada poderei fazer
As palavras não são éfemeras
Teriam que ser simples
Ou então muito grandes
Para descrever sentimentos
E de facto, não se dizem
por palavras
Elas estão todos os dias,
Nos sorrisos, e nas mágoas,
Dos nossos filhos
No chilrear dos pássaros
No colorido das flores
Que também é o colorido
Das nossas vidas
No bailar das gaivotas
No azul do mar
Porque tudo isto é Amar
E quantos já passámos juntos...
Tantas coisas boas
Tantas contrariedades
Tantas praias e marés
Mas não importa
Porque hoje é o dia dos teus anos
Para ti
As palavras são difíceis de dizer
Também nunca foste homem de palavras.
Quanto a isso, nada poderei fazer
As palavras não são éfemeras
Teriam que ser simples
Ou então muito grandes
Para descrever sentimentos
E de facto, não se dizem
por palavras
Elas estão todos os dias,
Nos sorrisos, e nas mágoas,
Dos nossos filhos
No chilrear dos pássaros
No colorido das flores
Que também é o colorido
Das nossas vidas
No bailar das gaivotas
No azul do mar
Porque tudo isto é Amar
terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
Poema para Mariana
Uns versinhos já te fiz,
Um poema vou fazer.
Menina já não és,
Mulher também não
De mulher tens a aparência,
De menina a inocência,
Teus olhos são de menina,
Teu corpo de mulherzinha.
És pureza ingenuidade,
Mariana
Mulher, menina.
A menina pede colo,
A mulher já não o quer.
A mulher começa agora
A voar.
E nesse voo de sonhar,
De ave linda e colorida,
Deixa-me amor partilhar,
Contigo poder voar.
A vida vai prosseguir,
Mariana
Mulher, menina.
Esse caminho contigo,
Quero fazer.
Até Deus querer
E até tu me deixares.
De mãos dadas
Partilharemos
O mar, o campo e as flores.
E nas asas da ave colorida
voaremos as duas,
Em sonhar,
Pelo infinito
Um poema vou fazer.
Menina já não és,
Mulher também não
De mulher tens a aparência,
De menina a inocência,
Teus olhos são de menina,
Teu corpo de mulherzinha.
És pureza ingenuidade,
Mariana
Mulher, menina.
A menina pede colo,
A mulher já não o quer.
A mulher começa agora
A voar.
E nesse voo de sonhar,
De ave linda e colorida,
Deixa-me amor partilhar,
Contigo poder voar.
A vida vai prosseguir,
Mariana
Mulher, menina.
Esse caminho contigo,
Quero fazer.
Até Deus querer
E até tu me deixares.
De mãos dadas
Partilharemos
O mar, o campo e as flores.
E nas asas da ave colorida
voaremos as duas,
Em sonhar,
Pelo infinito
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