domingo, 24 de fevereiro de 2008

A minha Oliveirinha

Há um mês atrás, mais coisa menos coisa, alguém cá de casa numa ida ao supermercado, para fazer as compras habituais, avistou numa zona onde existiam algumas plantas, algo escondido, um pequenino vaso com uma oliverinha, bem pequenina e resolveu comprá-la. Ao ver tal vasinho resolvi logo levá-lo para o Alentejo, porque eu acho que o Alentejo é mesmo a terra da minha oliveirinha, e como temos lá uma casita faria todo o sentido em vez de estar encurralada num vaso, devolvê-la á terra em vez de estar numa varanda.

Os dias foram passando, cresceu e passámo-la para um vaso bem grande, pois ainda não houve
oportunidade de a transportar.
Todos os dias esboço um sorriso pela manhã, vou dar os bons dias á minha pequena árvore e lá vejo todos os dias mais uma folhinha, cada vez mais verde e mais brilhante como me quisesse responder, a vaidosa da minha oliveirinha.

Na semana passada com as cheias que nos fizeram a todos pensar tentei fazer um paralelismo,
que até parece cruel mas a natureza tem destas coisas. Acontecem fenómenos inexplicáveis.
Nas cheias pessoas perderam a vida, outras ficaram sem nada e é como se fosse também uma
morte. Isto põe-me triste inevitavelmente e quando penso apetece-me chorar.

Mas quando olho para a minha oliveirinha que apanhou tanta chuva na minha varanda, e por ter
apanhado tanta chuva nessa semana cresceu ainda mais, está linda, e foi então que percebi que
apesar da morte ,na minha plantinha também existia "Vida".

"A Natureza não deixa de nos surpreender"

3 comentários:

Francisco Castelo Branco disse...

É tudo mais que um sol...

Avozinha disse...

Uma boa metáfora para a Páscoa, em que a morte também nos trouxe Vida!

António disse...

Com tanto carinho e afecto, quando
chegar ao Alentejo a oliveirinha, só pode crescer, crescer e crescer...