segunda-feira, 14 de julho de 2008

Alentejo

Em terras alentejanas,
eu um dia me prendi.
Às gentes desesesperadas,
com tanta luta, sofri,
noite e dia na lavoura,
com o ancinho e a enxada.
trabalho de sol a sol,
em lamurias sufocadas,
com o suor misturadas,
ouvidas só pelos pássaros
que em cantares se confundem,
uns com os outros, numa total harmonia.
De uma terra empenhada,
numa sobrevivência.
impossível.
Entre o calor do dia,
e o frio empedernido da noite
numa luta desigual.
Quando se parte,
não mais se consegue voltar,
algo nos prende,
entre cheiros e silêncios.
Isabel Cabral

11 comentários:

Viviana disse...

Olá Isabel!

Senti a sua falta.

Vim aqui todos os dias espreitar...inclusivé hoje de manhã.

Que bom que voltou!

Que imagem belíssima do Alentejo!

Expectacular!

Chega a comover de tão lindo e de tão verdadeiro!

Um abraço
viviana

BC disse...

Olá amiga !
O meu regresso, não estava previsto para já,nem sei quanto tempo vou estar por cá,foi um motivo de força maior,e como nunca mais tinha ido ao computador, resolvi fazer uma gracinha e escrevi o poema, também já tinha algumas saudades dos amigos... das palavras....
A DISPOSIÇÃO NÃO É MUITA, VIM TIPO A CORRER DO ALENTEJO.
REGRESSAREI EM BREVE ESPERO, se acontecer é bom sinal!!!!
Beijinhos e fico contente que os amigos me visitem para verem se eu já voltei, é sinal,que gostam das minhas palavras e a Viviana é uma das provas disso.
OBRIGADA AMIGA.
Mesmo que eu não vá comentar ninguém por falta de algumas coisas, tempo, pouca disposição, todos estão no meu coração.

BC disse...

Obrigada à Sofiaaa, à Joaninha, à Vanda, porque há muito, não apareciam e só agora posso agradecer, pois não levei computador para o Alentejo.
Às amigas habituais o agradecimento
está feito automaticamente.
Não sei quanto tempo vou ficar.
Se não me fôr já embora, vou aparecendo....

Fátima André disse...

Querida Isabel,
Obrigada pela surpresa tão bonita de me trazer estas duas pinturas tão belas do meu Alentejo. Sinto tantas saudades dos cheiros, da gastronomia, das paisagens, das flores, da simplicidade das pessoas...
Como retribuição deste gesto tão bonito vou deixar-lhe no meu blog uma das muitas canções que me fala ao coração.
É especialmente para si que é apaixonada pelo nosso Alentejo.
Beijinhos, abracinhos e sorrisos:)

f@ disse...

Bonito... calma e luz
beijinhos das nuvens

Raul Martins disse...

Folgo pela tua reentrada e espero que tudo esteja bem e que os motivos de força maior estejam mais serenos.
.
Obrigado pela partilha desta pintura com palavras sobre o alentejo.
.
E que o "algo" que "nos prende" por aqui perdure.
.
Carpe diem!

Joana disse...

Eu tenho uma costela alentejana!

Sei bem que "corrente" é essa que nos prende a estas terras aparentemente desertas e ricas de coisa alguma.

Mas amo-as na mesma, com o mesmo carinho com que amo o meu Porto =)

Maria do Carmo Cruz disse...

Isabel, como de costume, dizes o que todos vêem de uma maneira diferente mas que logo reconhecemos como sendo a nossa visão, só que mais aprofundada.
Nas entrelinhas leio que vieste mais cedo por algo sério, e por isso desejo que regresses depressa. Porque será bom sinal. Sinal de que tudo volta a estar bem. Um beijo da Avó Pirueta

1/4 de Fada disse...

Sentia tua falta e das poesias bonitas a que me habituaste.
Bjs.

Teresa disse...

Querida Isabel,
Já vim aqui muitas vezes. Gosto muito do seu poema, e acho, que apesar de um conhecer o Alentejo,
descreve esta parte de Portugal como eu a imagino.
Nao tenho deixado mensagem, porque sei o problema que tem, nao queria incomodar.
Apesar de ser considerada fria, no que respeita aos meus filhos nao o sou. Portanto compreendo-a muitíssimo bem, e em pensamento estou consigo.

Desejo-lhe boas notícias.

BC disse...

Obrigada Teresa, mas não me diga que incomoda, pelo contrário tenho muito gosto de ver sempre as palavras de todos, em qualquer altura e quando estamos mais tristinhos ainda mais, sentirmo-nos acompanhados faz-nos bem.
Penso que está tudo sobre controle.
Acho que foram falsos alarmes, mas só descansarei quando tiver mais resultados.
Beijinhos e apareça