quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Mães Más - Reflexão

Um dia quando meus filhos forem crescidos para entender, as motivações dos pais e das mães,
eu hei-de dizer-lhes:

. Eu amei-os o suficiente para não ter perguntado onde vocês vão, com quem vão e a que horas regressarão.

. Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer com que vocês soubessem que aquele novo amigo não era boa companhia.

. Eu os amei o suficiente para os fazer pagar os bolos que tiraram no supermercado ou revistas ao jornaleiro, e os fazer dizer ao dono:
"Nós tirámos isto ontem e queríamos pagar"..

. Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto de vocês, duas horas enquanto limpavam o vosso quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos.
Sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos olhos.

. Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade das vossas acções, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para lhes dizer não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em alguns momentos até odiaram).
. Essas eram as mais difíceis batalhas de todas . Estou contente e venci....
Porque no final vocês venceram também!

. E em qualquer dia quando os meus netos forem crescidos o suficiente, para verem a lógica que
motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se era má, meus filhos vão lhes dizer:
"SIM NOSSA MÃE ERA MÁ". ERA A MÃE MAIS MÁ DO MUNDO...
As outras crianças comiam doces no café e nós tinhamos que comer peixe, carne e sopa
As outras crianças bebiam refrigerantes e comiam batatas fritas de pacote e gelado ao almoço e nós tínhamos que comer legumes e frutas. E ela obrigava-nos a jantar À MESA BEM DIFERENTE DAS OUTRAS MÃES que deixavam os filhos comer a ver televisão.

. Ela insistia em saber onde estávamos a toda a hora (tocava o nosso telemóvel de madrugada e tentava descobrir os nossos segredos).

. Era quase uma prisão. A mãe tinha que saber quem eram os nossos amigos, e o que nós fazíamos com eles. Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas 1 hora ou 2.

. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela "violava as leis do trabalho infantil". Nós tínhamos que tirar a loiça de mesa, arrumar os nossos brinquedos, despejar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho que achávamos cruel. Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.

. Ela não deixava os nossos amigos tocarem, nem buzinar, para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde com 12 anos, tivemos que esperar até aos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava-se para saber se a festa tinha sido boa oumá só para ver com quem estávamos a voltar.

.Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubos em altos vandalismos, em violação de propriedade, nem fomos presos por nenhum crime.
FOI TUDO POR CAUSA DELA.

. Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos
"PAIS MAUS", como minha mãe foi.
Eu acho que este é um dos males do Mundo de hoje:" NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS"
Encontrei este documento, bastante útil numas arrumações e resolvi partilhá-lo com vocês
Quando o dei aos meus filhos há já alguns anos só escrevi
"LEIAM E INTERPRETEM, PODE SER QUE ASSIM ME CONHEÇAM MELHOR"
"ESCLARECIMENTO"
Como é óbvio, o texto não é meu, se o fosse estaria escrito no fim," Isabel Cabral", como costumo fazer, não tenho qualquer problema que me peçam poemas, ou outros textos e foram cedidos e serão sempre que o quiserem. O meu blogue geralmente só tem coisas minhas e do meu pai.
Este texto foi-me cedido por uma amiga no ano de 2004, para ESCLARECIMENTO (JÁ TEM ALGUNS ANOS).Não fui buscá-lo a nenhum blogue, não é meu costume, o inverso é mais frequente. Podem continuar a fazê-lo sem qualquer problema, não gosto é de ver coisas que não são verdadeiras.
Isabel Cabral

14 comentários:

Teresa disse...

Ai meu Deus, Isabel, se os meus filhos lessem este texto pensavam que tinha sido eu que o escrevi.
Há dias estive a ler o meu diário daquele tempo, a única diferenca é que eu escrevi em alemao.

Recebi agora um telefonema da minha filha mais velha, volto mais tarde.

Raul Martins disse...

Bom texto-reflexão para os nossos jovens. Vou "roubá-lo" para o meu baú das aulas.
.
Carpe diem!

Kleine Hexe disse...

As mães como tu fazem tantaaaaaaaaaa falta =)

Mãe boa! Filhos cheios de sorte =)
Há lá tesouros maiores que estes.

Beijinhos!

Fátima André disse...

Que interessante encontrar aqui um texto do qual gosto imenso. E até já o trabalhei algumas vezes com os meus alunos. Alguns, muitos, preferem ter MÃES BOAS. Não é tarefa fácil educar, não é fácil ser pai ou mãe. Mas sou da mesma opinião: que pena não existirem mais MÃES MÁS! Pode até ser um pouco doloroso, mas os frutos se verão a seu tempo.
Lembrei-me agora de repende de uma MÃE MÁ, que aqui não vou dizer o nome por razões óbvias, mas com quem estive este fim de semana. Ela contou-me alguns episódios semelhantes que me fizeram sentir um enorme orgulho nesta mãe fabulosa. Só porque foi uma mãe má, ela hoje tem uns filhos deliciosos, meigos...
Como sei que ela vem aqui ler este post e estes comentários, ela sabe que a admiro muito :))

BlueVelvet disse...

Isabel,
eu sou e fui uma "má mãe" e só me arrependo de não ter sido pior.
Já conhecia este texto e acho-o brilhante.
Também eu o dei aos meus filhos, e foi uma risota, porque quando eram pequenos tinham um quarto só para dormir e outro para estudarem e brincarem.
Às vezes chegava a um estado tal de caos que eu quase tropeçava quando lá entrava.
Mandáva-os arrumar e passado um tempo, se continuava na mesma situação, metia a cabeça na porta do quarto e dizia em tom ameaçador:
Vou atacar.
Eles já sabiam o que isso significava: que eu ia buscar um saco enorme de lixo e começava a atirar tudo que estava fora do lugar lá para dentro.
- Ó mãe, não ataque que a gente arruma. Rsrsrs
E era remédio santo.
Daí que quando lhes mostrei este texto eles se partiram a rir e disseram: ah, e aqui não fala de quando a mãe atacava!
Bons tempos...
Beijinhos tribais

Meditolândia disse...

Ai, ai, BC!

Como eu amo essas idiossincrasias em textos assim tão significativos!

Vou pegar "emprestado" de você e depois quem sabe, muitos anos depois, um dia, eu o "devolverei". Não a ti, mas a novos futuros leitores que um dia, também, serão pais!

Está chuvendo em minha cidade e quando chove gosto de vir aqui em teu blogue. Porque gosto de lê-lo com uma xícara de café pelando (bem quente) e um pão quentinho na manteiga derretida.

Abraços em tua familia!

1/4 de Fada disse...

Isabel eu fui e continuo a ser, não uma mãe má, mas uma mãe péssima! Sou muito exigente com os meus filhos, até porque desde os 14 anos deles que vivemos sozinhos e, apesar de terem a felicidade de terem um pai imensamente presente, a maior responsabilidade é minha. E até ao momento nunca me arrependi de ser tão má, sou e continuarei a ser uma mãe má.

BC disse...

Gostei, pareceu-me que por este texto cheguei à conclusão que somos todas muito más mães.
Gostei da estatística.
Quanto a mim felizmente da minha experiência tive a sorte de não ter que mandar os meus filhos fazerem as coisas eles próprios foram sempre muito responsáveis, mas eu fui sempre muito chatinha em relação,a tudo o que leram acima.
Continuemos a ser más mães por favor!!!
Beijocas tribais

f@ disse...

Adorei o tema e o texto...
Eu sou mãe...
e ser mãe é mto mto bom....
beijinhos das nuvens

Multiolhares disse...

Hoje os pais são relapsos de mais, não estão quando são precisos, não sabem transmitir os valores e depois sofrem pelo o que os filhos se transformam
beijinhos

RENARD disse...

Olá Isabel:

Pois, não te vi lá.. Mas pensei em ti... :)
Claro que entendo que tens de ir ver o teu pai. Família primeiro, sempre!
Sabes, em relação ao trabalho é um pau de dois bicos. Por um lado aprendo, por outro estou a trabalhar com o meu pai o que, sinceramente, não é fácil porque não temos uma relação como tu tens com o teu. Infelizmente não nos damos bem. Nunca demos...
Mas é uma questão de gerir as duas coisas o melhor que posso e aturá-lo com calma...
Ando arrasada. Sabes, com a doença e este, quase, ano de inactividade em que cedi à doença, está a ser muito difícil entrar no ritmo. Mas só passaram 3 dias. Há que ter calma e, como costumo dizer, estupidez natural...
:)

OBRIGADA pelas palavras miga

Beijo e abraço tribal

Meditolândia disse...

Pôxa BC muito obrigado pelas palavras lá no blogue! A generosidade tocou-me. Obrigado mesmo! Paz para toda a tua família.

Do patrício Mauricio

Meditolândia disse...

Olá BC! Olha eu aqui!

Eu recebi sim o teu comentário. Mas está tudo aqui publicado sem problemas nenhum! Estou olhando pra ele aqui em cima (risos).

Imagina se eu ficaria aborrecido com minha amiga distante, claro que não! Ao contrário, agradeço-te pelas palavras e consideração, imagina...

E depois eu bem sei (nós sabemos) que esses blogs nem sempre funcionam corretamente mesmo (risos). Eu tenho, às vezes, tanta dor de cabeça para ficar corrigindo as coisas que ele não faz... Parece-me um filho muito teimoso(muitos risos)!

Esse blog dá um trabalho quando encrenca...

Obrigado pela visita e consideração! Abraços na família,

Mauricio Moreira

BC disse...

Afinal Mauricío já passaram os dois, eu estava a ver noutro post.
ABRACITOS para lá do oceano
BC