quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Uma pequena grande história






























Poema/Texto



Era uma vez, uma menina
de nome Isabel
À vida ela queria ser fiel,
aqui ela chega com o nome de BC .
E ao blogue Sletras.
Para transmitir, apenas palavras,
de cores "coloridas."
Com um sorriso ela entrou.
Assim que cá chegou,
e logo encontrou,
outra menina, que era a renard,
renard, a raposa,
que palavras também escrevia,
e em comum um principezinho
de Saint-Exupéry.
Logo nasceu uma amizade,
entre a Sletras e a rapozinha,
ainda eram poucos naquela altura,
renard se defendia
com garras e dentes,
com aquilo que escrevia,
mas uma mão ela queria.
E, Sletras criou então uma cidade.
A que deu o nome de" Cidade dos Afectos"
Um dia, foi visitar a Joana,
de outra cidade, chamada,
"A Cidade do Vento"
Menina esperta, que poemas
também fazia.
Lá encontrou o Raul ,
homem generoso,
com um imenso sorriso,
e a convidou para ler
lá no seu espaço,
uma história bonita,
muito bem escrita
de uma professora,
chamada Isabela
que no meio de clicks,
fez a delícia, de muitos leitores .
Do texto da Isabela,
com tantas palavras
chegou a primeira coincidência
pois a Isabela, ela mesma,
tal como eu Isabel,
já nos conhecíamos de outras guerras,
de outras paragens,
de passadas infâncias.
Com o Raul, como vizinho
durante meses, todos percorremos
estradas, caminhos
que eram de cores, pintadas a aguarelas.
A seguir vem a Fátima,
menina prendada, que à escola,
também estava ligada.
Decretos para cá,
decretos para lá,
sempre estava a par da vida escolar.
E assim fomos caminhando,
e outros foram chegando,
a cada cidade, espaço ou lugar e aí foram ficando,
com as palavras a dançar, a bailar.
Um dia, chega a Carmo,
que era uma avó,
também "Pirueta"
nome engraçado que ela própria arranjou.
Suas "estórias", contava
e com elas nos encantava,
e também deliciava.
Mas a avó viajava,
e o mundo conhecia,
entre a"Europa" e a "África".
Passado algum tempo,
aparece uma "Teresa vinda de longe"
"Ematejoca" também.
Teresa, ama as artes de que faz,
parte a poesia, e até as decora.
Da sua boca diz-se fria,
mas no fundo, no fundo,
ela é uma fofinha.
E, vão chegando outros, e outros,
e a cidade já não é cidade,
chama-se então uma "Tribo".
Os laços se fortalecem,
as amizades também,
e são virtuais, mas as empatias também.
Os ideais são os mesmos.
Dum mundo cinzento,
torná-lo verde e azul,
onde os pássaros possam voar
onde os peixes possam nadar
onde as crianças possam brincar
sem medos, sem receios.
A "Paz" espalhar, e também o amor
o amor pelos homens
que precisam de uma mão
para poder agarrar.
Aos adolescentes dar conselhos,
mostrar-lhes um mundo,
um mundo às cores,
um mundo onde o arco-íris
se veja, e não fique escondido
atrás de uma nuvem tapado,
não lhes dar tanta "pancada",
enchê-los de beijos, amor
e mostrar-lhes as coisas bonitas da vida.
E assim fomos, meses e meses,
pela estrada de aguarelas pintada,
pintando as palavras, brincando com elas,
dando-lhes vida, à nossa passagem.
Porque nós, nós só queríamos partilhar,
partilhar ideais, partilhar palavras, e até a música,
as mesmas palavras, os mesmos desejos.
Porque nós, nós só queríamos lutar.
Lutar todos juntos.

"POR UM MUNDO MELHOR"

Este poema, ou texto, chamem-lhe o que quiserem, não é dedicado a ninguém em especial, é a todos nós, que fomos um dia uma família, embora virtual .

Isabel Cabral



14 comentários:

Fátima André disse...

Mas que agradável surpresa. Sinto um orgulho bom por fazer parte do grupo que encetou esta viagem deliciosa repleta de afectos. É bom receber, mas o que mais me preenche como pessoa é de facto a experiência da partilha que extravou o mundo virtual. Uma verdadeira riqueza!
Obrigada, Isabel por pertenceres ao meu mundo real.
Beijinhos e sorrisos tribais a todos os membros da Tribo de Afectos
:))

Kleine Hexe disse...

E faço minhas as palavras da Fátima =)

Orgulhosamente de mãos dadas caminhamos!!!

Beijinhos cheios de afecto para toda esta tribo saudavel!!!

1/4 de Fada disse...

Um poema tão bonito, Isabel, e que traduz tão bem o que é a Tribo de Afectos...
Beijinhos.

RENARD disse...

Oh Minha Querida e Linda BC:

Só a BC poderia pintar estas nossa Tribo com cores tão bonitas e universais. Verdadeiramente honrada me sinto pelos nossos caminhos se terem cruzado. Que se pode dizer perante uma "prenda" destas?
Adoro-a BC. Do fundo daquilo que sou e daquilo que um dia pretendo ser, tem o meu amor e estima sempre.

Beijo

Anónimo disse...

Aprenda a escrever!!!!

BC disse...

Sou completamente pacífica, desde que nasci.
Há dias que recebo comentários anónimos, deste género e não publiquei.
Já que escreve tão bem tenha a coragem de se identificar,contudo obrigada por me chamar a atenção.
Sou uma pessoa frontal,aceito as criticas quando elas são construtivas, porque errar é humano,quem nunca errou...ninguém é perfeito.

Isabel Cabral

Anónimo disse...

É só para dizer que sempre que tenho um tempinho, venho aqui passear ao "Jardim dos Afectos".
Aprecio o perfume de todas as flores deste jardim, mas infelizmente não tenho tido tempo para, também, aqui deixar um "cheirinho".
Um grande beijinho
Isabela

Viviana disse...

Olá Isabel,

Que linda e empolgante esta história que aqui nos conta.

A forma como tudo foi acontecendo foi fantástica!

E o resultado, está aí á vista:

A surpreendente "Tribo dos Afectos"

Alguem por acaso a previa?

Mas ela aí está.

Pela parte que me cabe, obrigada Isabel!

Obrigada por tudo.


O meu abraço
viviana

BC disse...

Um comentário especial para ti Isabela. como eu penso em ti, tantas vezes, há 15 dias estive em PENICHE, E AÍ LEMBRO-ME SEMPRE.
Hoje ao escrever o poema/texto, e como tu és referenciada nele, lembrei-me de te enviar um mail, mas depois os afazeres fizeram-me
esquecer, não de ti mas de te enviar o dito mail.
Vou tentar ser mais cuidadosa e de vez em quando falar um bocadinho contigo.
Para ti Isabela,muitos beijos deste meu, como tu lhe chamas "JARDIM DOS AFECTOS"
JOCAS PARA TODA A FAMÍLIA, E VAI APARECENDO.
Obrigada
Teria sido um click?

Teresa disse...

Nós nao fomos uma família, nós SOMOS uma família.
A Isabel conseguiu com esta nossa história que eu pusesse uma fotografia minha, coisa que nunca pensei fazer. Por favor tire-me o Outono e ponha-me a mim.
Que lindo "JARDIM DOS AFECTOS"!
Comigo comecou com o Raúl. Foi aí que li sbletras e fui logo ver, e fiquei sem deixar comentários.
E por falar em Raúl, tenho a certeza que ele vai voltar.
Nao quero ser fofinha, mas às vezes sou, gosto muito que me chame Teresinha.
A Isabel vai ser uma excelente avó.
Já é muito tarde, mas esta noite fui ao cinema. Amanha falo do filme.
Boa noite, amanha volto!

BC disse...

Teresa, bom dia, eu mudo-lhe a fotografia,mas não consegui ainda apaguei e continuaram lá e tenho medo que desapareça tudo.
Logo faço isso com mais tempo e calma ok.
A fotografia já a puxei, fiz delete
em todas para ficar por aquela ordem, mas elas não desapareceram ainda.
Aguarde mais um pouco que eu depois faço isso.
Beijinhos

Multiolhares disse...

Muito bonito o teu texto poético,
A verdade é que por vezes temos mais empatia com
o amigos virtuais do que com seres que convivemos diariamente
beijinhos

Mello disse...

Olá, Isabel!

Muito bonito o poema! É um hino à amizade virtual.

Continua sempre assim afectuosa e sincera!

Beijinhos,

Graça Mello

Meditolândia disse...

Uma grande qualidade tua Isabel (gosto de BC) é a frontalidade com que encaras a vida e as pedradas que tacam.

Fiquei surpreso pelo comentário infeliz de um anônimo que li aí em cima. Ele por certo não entendeu a proposta do teu blogue. Bem como também não sabe o que são afectos. [aqui escrevemos somente afetos, sem a letra "c". Mas estou solidário ao momento - risos]

Mas sabe BC é justo nos momentos das "pedradas" que o horizonte abre a oportunidade de mostrarmos o nosso melhor, o nosso sublime.

E a tua resposta mostra-nos o teu sublime ao transformar a pedra em flor! Bela flor!

Paz para todos os teus.
Mauricio