
domingo, 30 de novembro de 2008
Um conto

sábado, 29 de novembro de 2008
Numa noite de Natal

quinta-feira, 27 de novembro de 2008
Em busca

SOLIDARIEDADE
Uma amiga de um blog, Isabel Monteverde (Artista Maldito) fez-me um pedido, divulgar um apelo de uma jovem, e como acho, que a solidariedade não pode ficar só nas palavras, nos textos ou nos poemas, eu vou escrever o que a Andreia nos pede, neste NATAL, sejamos então
diferentes, divulguem se puderem, ponham nos vossos blogues e vamos tentar ajudar esta menina, que tem a vida pela frente, e vai continuar a caminhar com a nossa ajuda.
APELO:
Eu sou a Andreia, tenho 22 anos, sou Educadora de Infância, recém formada e moro em Lisboa.
Até há pouco tempo a minha vida decorria normalmente e feliz até que me foi detectada Leucemia do tipo" Mieloide Crónica".
Poderei ficar totalmente curada se receber uma transplantação de medula óssea compatíveis para o efeito, e.....
como tal procuro um dador.
Todos os esclarecimentos podem ser obtidos no site do CEDAC - CENTRO DE HISTOCOMPATIBILIDADE DO SUL.
http://www.chesul.pt/
O meu nome é Andreia Margarida Morais e Mota
Poderá contactar-me através do 966886302 ou motaandreia@hotmail.com
AJUDEMOS ENTÃO A ANDREIA A CONTINUAR A CAMINHAR, E ENCONTRAR A LUZ
OBRIGADA
ESCLARECIMENTO:
"Vimos esclarecer que este apelo reporta ao ano de 2005 e tem percorrido o mundo pelo que,
pensando ser actual, muitos blogs o têm publicado, desde então. Trata-se de um caso verídico mas desactualizado. Pedimos que não considerem este drama de que desconhecemos o seu desfecho. Gostaríamos, no entanto, de saber notícias desta menina e de qualquer modo o apelo de dadores de medula óssea mantém-se sempre."
OBRIGADA
terça-feira, 25 de novembro de 2008
Acreditar no sonho
Acredita no significado do Natal:
o amor divino
que abraça o mundo,
o anseio pelo infinito,
a vida repleta de Mistério.
E guarda este ensinamento
para sempre na tua alma.
ACREDITA(autor desconhecido)
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
Meninos combatentes

uma bala se perdeu
foi direita ao coração.
Sangue e terra,
terra e sangue,
uma vida acabada,
aos bichos entregue.
Que lutas são essas
que mobilizam crianças,
crianças inocentes.
Um menino com uma arma,
uma menina assustada,
por ele foi violada,
e de novo
terra e sangue,
sangue e terra
menino combatente.
Quem sabe se o menino
a arma não tivesse
um dia se apaixonasse,
pela menina assustada,
e ambos se amariam,
e esse amor se despiria,
da morte, do sangue, da dor.
Tu morte, não existirias
sem guerras, sem lutas.
Do amor do menino da arma.
Do amor da menina assustada,
um dia, outra vida desabrocharia
e só o amor resistiria.
Ao fazer este poema há uns dias atrás pensei em todos os meninos que são obrigados a combater, sem idade, sem opção, são diferentes porque não têm escolha, lutam para sobreviver.
E hoje nem de propósito enviaram-me um mail maravilhoso que mostrava, que as crianças são todas iguais mas algumas, são menos crianças que outras, apesar de nascerem todas iguais, não podem escolher o sítio onde nascem, nem o que lhes espera depois.
Essas não têm opção vivem para sobreviver, e resolvi publicar o que já estava escrito há dias.
Isabel Cabral
sexta-feira, 21 de novembro de 2008
Berlengas



Praia

Forte S. João Baptista

Cais em baixo, com as casas do lado esquerdo em cima

quarta-feira, 19 de novembro de 2008
Tanta gente

ao teu encorajador,
voámos pelo mundo
onde não deveria haver
alguma dor.
Os cavalos eram brancos,
com asas alados,
e por aí fomos
percorrendo tantos sítios,
e mãos apertámos
e brandos sorrisos demos.
Tanta gente, tanta cor,
branco, negro, vermelho, amarelo,
todos diferentes, todos iguais,
em abraços fraternais
seguimos andando,
e por caminhos voando.
Vimos rios, vimos lagos,
montanhas e campos.
Tudo no nosso peito ficou.
Nas mãos uma flor,
nos olhos uma lágrima.
O mundo era azul,
da cor do céu e do mar,
e tudo mergulhou no ar
numa canção,
feita com as mãos e o coração.
E viajámos, viajámos
de mão em mão,
de coração em coração,
de flor, em flor poisámos.
Vimos nuvens brancas,
da cor do algodão
e de novo mergulhámos,
num mundo,
que é de todos nós.
Isabel Cabral
terça-feira, 18 de novembro de 2008
A Sereia
O barquito entrou, muito devagar, numa outra gruta, aberta a nascente. Havia um silêncio estranho qualquer coisa misteriosamente vaporoso, quebrado apenas pelo chapinhar dos remos e pela ondulação que, suave, acariciava os rochedos vermelhos
A gruta distendia-se por duas salas, de cujo tecto, caprichosamente recortado, pendiam algumas colunas, como se fossem dedos finos apontando um verde esmeralda.
E Ti João disse, assim como que a medo de quebrar o silêncio quase religioso
_ Sabes, Zézito, esta gruta também tem uma história bonita que fala numa sereia encantada. Já ouviste falar em sereias?
_ Já, Ti João _ respondeu o menino._ Mas gostava muito de ouvir a sua história... _ Pois conta-se que uma sereia, chamada Flandres, a mais bonita de todas as sereias
que habitavam os mares das redondezas, ficou um dia tão maravilhada por conhecer esta gruta que nunca mais na sua vida a pôde esquecer. E então, dizem que no dia 10 de todos os meses, à hora
em que o Sol começa a despedir-se do horizonte, ela vem aqui inundar o céu com as suas canções, canções que se prolongam, renovadas, milagrosamente, todos os dias. E que elas são tão bonitas, tão bonitas, que os pescadores que navegam por aqui perto não podem deixar de suspender a pesca para as escutar... E que as gaivotas deixam os seus voos às voltas e o gralhar barulhento e ficam muito quietas nas rochas ou a planar sobres ondas, para não fazerem barulho... E que os peixes se acomodam no mar e deitam as cabecitas de fora, para também as ouvir.
_ E o Ti João também já alguma vez a ouviu? _ perguntou o Zézito, impressionado com o que ele contara.
O pescador ficou, por momentos, em silêncio e respondeu.
_ Já. É verdade que também já a ouvi, que já a tenho ouvido muitas vezes. Mas nunca a vi.
Nem consta que alguém a tivesse visto alguma vez, a não ser um menino...
_ Um menino?!
_ Sim, um menino que veio uma vez até à ilha montado num golfinho azul cujo dorso brilhava como se fosse de prata e que contou que a sereia tinha longos cabelos negros que lhe caíam até à
cintura, enfeitados de malmequeres brancos e uns olhos castanhos, rasgados, onde brilhavam estrelas. Ao princípio, é verdade que ninguém acreditou.Mas ele tornou a vê-la muitas vezes. E, de cada vez que tal acontecia, contava sempre que a sereia de cabelos negros que lhe caíam até à
cintura, enfeitados de malmequeres brancos, lhe falava de coisas maravilhosas e lhe cantava cânticos cheios de alegria, mais bonitos,muito mais bonitos que os próprios búzios.
Mariano Calado in "barco de cortiça"(excerto)
segunda-feira, 17 de novembro de 2008
A música é de todos
AVE MARIA
HALLELUJAH
Escrevi a verde a cor da esperança.
A música é universal, por isso a dedico a toda a gente, mas hoje especialmente, para uma pessoa que vai precisar mais dela.
Dois meninos com vozes de anjo.
Há dias que estamos mais perto dos anjos, do céu, e das estrelas ,por isso temos mais a sua protecção.
FORÇA
Isabel Cabral
domingo, 16 de novembro de 2008
Gaivota

É preciso saber voar,
tu que voas, eu que voo
para onde vamos no final?!
Quero partir antes do temporal,
num voo alucinante,
percorremos oceanos,
águas, bem distantes
e seremos nós, e outros tantos.
Na boca levamos uma flor,
que representa o amor,
e de branco será paz
não voltaremos para trás.
O caminho é sempre em frente,
sempre em frente.
E no voo planaremos
e do mar brotaremos,
nas ondas deslizaremos,
serei onda
serei mar
serei bruma
serei dar.
Num momento serei
aquilo que sempre fui
entre o azul, e o branco
entre a onda e a espuma,
flutuarei, e irei
até meu porto de abrigo.
Isabel Cabral
sábado, 15 de novembro de 2008
Mundo maravilhoso

Vivemos num mundo maravilhoso
Façamos de cada dia uma maravilha também
Cultivem a paz
Vivam simplesmente
Amem generosamente
Cuidem-se profundamente
Falem gentilmente
Deixem o resto com o PINTOR!!!!
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Sonho

um dia me perdi
pelo infinito
daquele mar imenso de açafrão
das rendas sem igual da minha terra
num zarpar constante e permanente
da bruma,
num manifesto querer de navegar
ao encontro da espuma
que mãos, todos os dias a lutar,
numa luta sublime e desigual,
entre vigílias penosas
e angústias mortais
tecem belezas feitas maresia.
E, nos bilros das mãos das rendilheiras,
cansadas já de tanto labutar
de novo me perdi pelo infinito.
E então,
nas ondas me despi
dos preconceitos, fugi
da bruma e do casar fiz um vestido
de renda branca urdido
por mulheres
obreiras de milagres,
que, entre os dedos
de onde pendem os bilros
contam e recontam mil segredos,
nos piques com perfume de açafrão,
e estórias de encantar
de geração atrás de geração.
E assim eu fui milagre entre milagres,
por, só de ver e ouvir as rendilheiras,
eu própria me sonhar
que era uma renda.
Conchinha
Isabel Cabral
Nestas rendas de bilros, está um bocadinho da nossa história, que tem que ser preservada
segunda-feira, 10 de novembro de 2008
Numa mesa de café
Por trás de cada mesa
Um desabafo, um amor
quinta-feira, 6 de novembro de 2008
Tempo de criança

ao real imaginário,
da nossa infância
onde cabiam coisas simples.
Um carrinho de linhas
donde saíam grandes bolas de sabão
que nos rebentavam na mão.
E nos alimentava a imaginação,
ao bonito carrossel,
num sobe e desce de ilusão,
dum livro de papel.
Um circo onde palhaços,
a sua cara escondiam
e lhes adivinhava os traços,
numa doce alegria,
de rostos abertos que nos sorriam.
Das bolas de sabão,
ao rodopiar do pião
do carrossel
de papel
ao circo com palhaços
sempre connosco envolvidos
numa terna gargalhada.
Brincadeiras alucinantes,
que nos deixavam contentes.
E no meio de devaneios, inconstantes.
Sentiamo-nos felizes,
simplesmente por
sermos apenas crianças!!!!!
Isabel Cabral
Maria e Inês
Depois da vida......!!!
É difícil falar destas coisas, mas é preciso estar alerta.
Pela prevenção!
A VELA CONTINUARÁ ACESA
"A LUTA" de Maria e Inês. Mãe e filha, numa luta desigual contra uma doença que não escolhe idades, raças ou condições sociais.
ELAS CONSEGUIRAM DE MÃOS DADAS VENCER!!!!
quarta-feira, 5 de novembro de 2008
Gonçalo

GONÇALO
De mim vieste!
contigo andei!
O meu sorriso é o teu sorriso!
A minha mão é a tua mão!
Os meus olhos, são os teus!
A minha vida é a tua vida!
Contigo também cresci!
Mas, tu és tu!
e eu sou eu!
Por isso nas ondas te enrola!
E desfruta o azul do mar,
de que tanto gostas.
Por isso na terra corre!
Por isso ri!
Por isso ama!
Por isso te ofereço uma flor
Por tudo isto VIVE....
Parbéns meu filho
Isabel Cabral
terça-feira, 4 de novembro de 2008
Cara Nova

segunda-feira, 3 de novembro de 2008
Verdadeiras amizades

-Amiga falsa, desiste!
Tenho uma amiga,
que nunca me fecha
a porta.
Seu olhar é doce rosa,
seu olhar é doce cravo
seu perfume bálsamo, é
sinto-lhe ao longe o cheiro,
e que meu corpo me inunde,
e seu perfume
pela vida caminharemos
e sempre juntos iremos
pelas estradas e caminhos
num abraço de amizade
num abraço que é só nosso